Revista eletrônica de divulgação holística. Artigos, crônicas e parábolas de abordagens científicas e espirituais. Um portal de acesso para o autoconhecimento, a meditação e a consciência de viver com plenitude no aqui e no agora.
TANTRA, SEXO E A COURAÇA MUSCULAR DO CARÁTER bioenergetica-corpo - “Faz parte do meu respeito pelas pessoas expor-me ao perigo e dizer-lhes a verdade”. Wilhelm Reich (1897 – 1957) Reich foi um aluno de Freud e deu continuidade aos estudos e experiências que ainda nos anos cinquenta já apontavam para a repressão sexual como principal causa das neuroses dos seres humanos. Na sociedade e no meio familiar, até hoje, […] Full view

"Faz parte do meu respeito pelas pessoas expor-me ao perigo e dizer-lhes a verdade". Wilhelm Reich (1897 - 1957) Reich foi um aluno de Freud e deu continuidade aos estudos e experiências que ainda nos anos cinquenta já apontavam para a repressão sexual como principal causa das neuroses dos seres humanos. Na sociedade e no meio familiar, até hoje, ainda é com muita ansiedade e pânico que se expõe e como cada um se relaciona com a sexualidade. A Couraça Muscular do Caráter é um mecanismo de defesa emocional que a criança até próximo dos oito anos de vida, adquire e constrói no corpo físico como resposta as inúmeras mensagens de não-prazer e negações em geral. A musculatura passa a responder e refletir aos impulsos e atitudes psíquicas e emocionais. Este processo traumático vai sendo reforçado a medida do desenvolvimento, convivência e relacionamentos dentro da sociedade, e o que vemos ainda na grande maioria das pessoas é desconforto, culpa e vergonha em relação ao sexo. É extremamente importante salientar que a repressão sexual desde a infância, com os reflexos na estrutura corporal, não configura simplesmente a região da pélvis como tensa e desconectada do prazer. A principal contribuição de tantos anos em experiência com psicoterapia é a de que esta Couraça começa por bloquear a região dos olhos (Anel Ocular) e é justamente por isto que uma terapia corporal deve começar por este segmento, sua abordagem de desbloqueio físico/emocional. Assim como foi inibida e de certa forma proibida de olhar para qualquer cena ou para o próprio corpo cada vez que o prazer era despertado, a criança também bloqueia o segundo anel (Oral) que a impede de comunicar sensações e desconfortos. A Couraça vai se formando de cima para baixo, como veremos a sequencia dos anéis ou segmentos definidos por Reich. No trabalho terapêutico de expressão e desbloqueio destas tensões, é muito importante que se dê  a partir dos anéis superiores e até chegar ao sétimo anel - pélvico -, a jornada é longa. Não se pode querer a qualquer preço voltar a sentir o prazer sexual por exemplo, só porque nos damos conta que é desta satisfação que poderemos ter mais vitalidade e saúde de um modo geral. O prazer está na caminhada e se ela tem sete passos, que seja dado o primeiro para não 'tropeçarmos' nas próprias pernas como já aconteceu inconscientemente na infância e adolescência. Na fase adulta e consciente das situações vividas no passado, ainda assim é sábio ter respeito com as feridas e inibições que nossa criança interior carrega. Reich não era otimista demais no que dizia respeito aos possíveis efeitos de suas descobertas. Ele acreditava que a maioria das pessoas, por causa de sua intensa couraça, seria incapaz de compreender suas teorias e distorceriam suas idéias. Para ele, um ensino sobre a vida, dirigido e distorcido por indivíduos encouraçados, acarretaria  um desastre final a toda a humanidade e às suas instituições. O resultado mais provável do princípio da potência orgástica, dizia: "será uma perniciosa filosofia de bolso, espalhada por todos os cantos. Tal como uma flecha que, ao desprender-se do arco, salta firmemente retesada, a procura de um prazer genital rápido, fácil e deletério." Os Sete Anéis e Sete Passos do Tantra: Ocular A couraça dos olhos é expressa por uma imobilidade da testa e uma expressão "vazia" dos olhos, que nos vêem por detrás de uma rígida máscara. A couraça é dissolvida fazendo-se com que os pacientes abram bem seus olhos, como se estivessem com medo, a fim de mobilizar as pálpebras e a testa, forçando uma expressão emocional e encorajando o movimento livre dos olhos, fazer movimentos circulares com os olhos e olhar de lado a lado. Oral O segmento oral inclui os músculos do queixo, garganta e a parte de trás da cabeça. O maxilar pode ser excessivamente preso ou frouxo de forma antinatural. As expressões emocionais relativas ao ato de chorar, morder com raiva, gritar, sugar e fazer caretas são todas inibidas por este segmento. A couraça pode ser solta encorajando-se o paciente a imitar o choro, a produzir sons que mobilizem os lábios, a morder e a vomitar e pelo trabalho direto com os músculos envolvidos. Cervical Este segmento inclui os músculos profundos do pescoço e também a língua. A couraça funciona principalmente para segurar a raiva ou o choro. Pressão direta sobre os músculos profundos do pescoço não é possível, portanto, gritar, berrar e vomitar e são os meios importantes para soltar este segmento.  Torácico Este segmento inclui os músculos longos do tórax, os músculos dos ombros e da omoplata, toda a caixa torácica, as mãos e os braços. Ele serve para inibir o riso, a raiva, a tristeza e o desejo. A inibição da respiração, que é um meio importante de suprimir toda emoção, ocorre em grande parte no tórax. A couraça pode ser solta através do trabalho com respiração, especialmente o desenvolvimento da expiração completa. Os braços e as mãos são estimulados para bater, rasgar, sufocar, triturar e entrar em contato com o desejo. Diafragmático Este segmento inclui o diafragma, estômago, plexo solar, vários órgãos internos e músculos ao longo das vértebras torácicas baixas. A couraça é expressa por uma curvatura da espinha para frente, de modo que há um espaço considerável entre a parte de baixo das costas do paciente e o colchão. É muito mais difícil expirar do que inspirar. A couraça inibe principalmente a raiva extremada. Os quatro primeiros segmentos devem estar mais ou menos livres antes que o diafragma possa ser solto através do trabalho repetido com respiração e reflexo do vômito (pessoas com bloqueio intenso neste segmento acham virtualmente impossível vomitar). Abdominal O segmento abdominal inclui os músculos abdominais longos e os músculos das costas. Tensão nos músculos lombares está ligada ao medo de ataque. A couraça nos flancos de uma pessoa produz instabilidade e relaciona-se com a inibição do rancor. A dissolução da couraça, neste segmento, é relativamente simples, desde que os segmentos mais altos estejam abertos. Pélvico Este segmento contém todos os músculos da pelve e membros inferiores. Quanto mais intensa a couraça, mais a pelve é puxada para trás e saliente nesta parte. Os músculos glúteos são tesos e doloridos, a pelve é rígida, "morta" e assexual. A couraça pélvica serve para inibir a ansiedade e a raiva, bem como o prazer. Fontes: virtualpsy.com.br, wikipédia e Lowen.

TANTRA, SEXO E A COURAÇA MUSCULAR DO CARÁTER

“Faz parte do meu respeito pelas pessoas expor-me ao perigo e dizer-lhes a verdade”. Wilhelm Reich (1897 – 1957)

Reich foi um aluno de Freud e deu continuidade aos estudos e experiências que ainda nos anos cinquenta já apontavam para a repressão sexual como principal causa das neuroses dos seres humanos. Na sociedade e no meio familiar, até hoje, ainda é com muita ansiedade e pânico que se expõe e como cada um se relaciona com a sexualidade. A Couraça Muscular do Caráter é um mecanismo de defesa emocional que a criança até próximo dos oito anos de vida, adquire e constrói no corpo físico como resposta as inúmeras mensagens de não-prazer e negações em geral. A musculatura passa a responder e refletir aos impulsos e atitudes psíquicas e emocionais. Este processo traumático vai sendo reforçado a medida do desenvolvimento, convivência e relacionamentos dentro da sociedade, e o que vemos ainda na grande maioria das pessoas é desconforto, culpa e vergonha em relação ao sexo.

É extremamente importante salientar que a repressão sexual desde a infância, com os reflexos na estrutura corporal, não configura simplesmente a região da pélvis como tensa e desconectada do prazer. A principal contribuição de tantos anos em experiência com psicoterapia é a de que esta Couraça começa por bloquear a região dos olhos (Anel Ocular) e é justamente por isto que uma terapia corporal deve começar por este segmento, sua abordagem de desbloqueio físico/emocional. Assim como foi inibida e de certa forma proibida de olhar para qualquer cena ou para o próprio corpo cada vez que o prazer era despertado, a criança também bloqueia o segundo anel (Oral) que a impede de comunicar sensações e desconfortos. A Couraça vai se formando de cima para baixo, como veremos a sequencia dos anéis ou segmentos definidos por Reich.

No trabalho terapêutico de expressão e desbloqueio destas tensões, é muito importante que se dê  a partir dos anéis superiores e até chegar ao sétimo anel – pélvico -, a jornada é longa. Não se pode querer a qualquer preço voltar a sentir o prazer sexual por exemplo, só porque nos damos conta que é desta satisfação que poderemos ter mais vitalidade e saúde de um modo geral. O prazer está na caminhada e se ela tem sete passos, que seja dado o primeiro para não ‘tropeçarmos’ nas próprias pernas como já aconteceu inconscientemente na infância e adolescência. Na fase adulta e consciente das situações vividas no passado, ainda assim é sábio ter respeito com as feridas e inibições que nossa criança interior carrega.

Reich não era otimista demais no que dizia respeito aos possíveis efeitos de suas descobertas. Ele acreditava que a maioria das pessoas, por causa de sua intensa couraça, seria incapaz de compreender suas teorias e distorceriam suas idéias. Para ele, um ensino sobre a vida, dirigido e distorcido por indivíduos encouraçados, acarretaria  um desastre final a toda a humanidade e às suas instituições. O resultado mais provável do princípio da potência orgástica, dizia: “será uma perniciosa filosofia de bolso, espalhada por todos os cantos. Tal como uma flecha que, ao desprender-se do arco, salta firmemente retesada, a procura de um prazer genital rápido, fácil e deletério.”

Os Sete Anéis e Sete Passos do Tantra:

Ocular

A couraça dos olhos é expressa por uma imobilidade da testa e uma expressão “vazia” dos olhos, que nos vêem por detrás de uma rígida máscara. A couraça é dissolvida fazendo-se com que os pacientes abram bem seus olhos, como se estivessem com medo, a fim de mobilizar as pálpebras e a testa, forçando uma expressão emocional e encorajando o movimento livre dos olhos, fazer movimentos circulares com os olhos e olhar de lado a lado.

Oral

O segmento oral inclui os músculos do queixo, garganta e a parte de trás da cabeça. O maxilar pode ser excessivamente preso ou frouxo de forma antinatural. As expressões emocionais relativas ao ato de chorar, morder com raiva, gritar, sugar e fazer caretas são todas inibidas por este segmento. A couraça pode ser solta encorajando-se o paciente a imitar o choro, a produzir sons que mobilizem os lábios, a morder e a vomitar e pelo trabalho direto com os músculos envolvidos.

Cervical

Este segmento inclui os músculos profundos do pescoço e também a língua. A couraça funciona principalmente para segurar a raiva ou o choro. Pressão direta sobre os músculos profundos do pescoço não é possível, portanto, gritar, berrar e vomitar e são os meios importantes para soltar este segmento.

 Torácico

Este segmento inclui os músculos longos do tórax, os músculos dos ombros e da omoplata, toda a caixa torácica, as mãos e os braços. Ele serve para inibir o riso, a raiva, a tristeza e o desejo. A inibição da respiração, que é um meio importante de suprimir toda emoção, ocorre em grande parte no tórax. A couraça pode ser solta através do trabalho com respiração, especialmente o desenvolvimento da expiração completa. Os braços e as mãos são estimulados para bater, rasgar, sufocar, triturar e entrar em contato com o desejo.

Diafragmático

Este segmento inclui o diafragma, estômago, plexo solar, vários órgãos internos e músculos ao longo das vértebras torácicas baixas. A couraça é expressa por uma curvatura da espinha para frente, de modo que há um espaço considerável entre a parte de baixo das costas do paciente e o colchão. É muito mais difícil expirar do que inspirar. A couraça inibe principalmente a raiva extremada. Os quatro primeiros segmentos devem estar mais ou menos livres antes que o diafragma possa ser solto através do trabalho repetido com respiração e reflexo do vômito (pessoas com bloqueio intenso neste segmento acham virtualmente impossível vomitar).

Abdominal

O segmento abdominal inclui os músculos abdominais longos e os músculos das costas. Tensão nos músculos lombares está ligada ao medo de ataque. A couraça nos flancos de uma pessoa produz instabilidade e relaciona-se com a inibição do rancor. A dissolução da couraça, neste segmento, é relativamente simples, desde que os segmentos mais altos estejam abertos.

Pélvico

Este segmento contém todos os músculos da pelve e membros inferiores. Quanto mais intensa a couraça, mais a pelve é puxada para trás e saliente nesta parte. Os músculos glúteos são tesos e doloridos, a pelve é rígida, “morta” e assexual. A couraça pélvica serve para inibir a ansiedade e a raiva, bem como o prazer.

Fontes: virtualpsy.com.br, wikipédia e Lowen.

Por: shakyamuni

Deixe um comentário