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SEMANA DA LUA NEGRA E SUA INFLUÊNCIA EM NOSSA PSIQUÊ 11209402_434678710047522_3864608573668520234_n - Ontem, dia 15/05 foi a primeira noite da Lua Negra que acontece três dias antes do 1º dia de Lua Nova e que encerrou também os três últimos dias da Lua minguante. Ela é chamada dessa forma porque nesse momento não somos capazes de enxergar a Lua, ela não reflete o Sol, ela está em […] Full view

Ontem, dia 15/05 foi a primeira noite da Lua Negra que acontece três dias antes do 1º dia de Lua Nova e que encerrou também os três últimos dias da Lua minguante. Ela é chamada dessa forma porque nesse momento não somos capazes de enxergar a Lua, ela não reflete o Sol, ela está em seu estado natural, sendo a sombra. A Lua Negra se divide em duas metades: uma de luz e a outra de sombra. Esta Lua, nos transporta ao trabalho de Carl Gustav Jung (1875 - 1961) psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica, também conhecida como psicologia junguiana.

"A sombra é um conceito junguiano muito importante. Ela diz respeito aquilo que nao queremos ver, nosso lado negro, aquela energia que nos envolve e nos prejudica. Sentimos a sombra como uma parte negativa de nossa personalidade que não conseguimos controlar. Ela nos trapaceia em nossos objetivos. E o que tendemos a fazer com ela é negá-la, escondê-la. Mas esse caminho nunca é o melhor. Esconder a sombra é o mesmo que deixá-la na escuridão, quando o trabalho que realmente pode ajudar é trazê-la para a luz, para a nossa consciência e crescermos enquanto seres humanos. Quando enxergamos a sombra e trabalhamos com ela (ao invés de contra) descobrimos grandes tesouros." Ana Luisa Testa Para Jung, a Sombra é o centro do Inconsciente Pessoal, o núcleo do material que foi reprimido da consciência. A Sombra inclui aquelas tendências, desejos, memórias e experiências que são rejeitadas pelo indivíduo como incompatíveis com a Persona e contrárias aos padrões e ideais sociais. Quanto mais forte for nossa Persona, e quanto mais nos identificarmos com ela, mais repudiaremos outras partes de nós mesmos. A Sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade e também aquilo que negligenciamos e nunca desenvolvemos em nós mesmos. Em sonhos, a Sombra freqüentemente aparece como um animal, um anão, um vagabundo ou qualquer outra figura de categoria mais baixa. Em seu trabalho sobre repressão e neurose, Freud concentrou-se, de inicio, naquilo que Jung chama de Sombra. Jung descobriu que o material reprimido se organiza e se estrutura ao redor da Sombra, que se torna, em certo sentido, um Self negativo, a Sombra do Ego. A Sombra é, via de regra, vivida em sonhos como uma figura escura, primitiva, hostil ou repelente, porque seus conteúdos foram violentamente retirados da consciência e aparecem como antagônicos à perspectiva consciente. Se o material da Sombra for tra-zido à consciência, ele perde muito de sua natureza de medo, de desconhecido e de escuridão. A Sombra é mais perigosa quando não é reconhecida pelo seu portador. Neste caso, o indivíduo tende a projetar suas qualidades indesejáveis em outros ou a deixar-se dominar pela Sombra sem o perceber. Quanto mais o material da Sombra tornar-se consciente, menos ele pode dominar. Entretanto, a Sombra é uma parte integral de nossa natureza e nunca pode ser simplesmente eliminada. Uma pessoa sem Sombra não é uma pessoa completa, mas uma caricatura bidimensional que rejeita a mescla do bom e do mal e a ambivalência presentes em todos nós. Cada porção reprimida da Sombra representa uma parte de nós mesmos. Nós nos limitamos na mesma proporção que mantemos este material inconsciente. À medida que a Sombra se faz mais consciente, recuperamos partes previamente reprimidas de nós mesmos. Além disso, a Sombra não é apenas uma força negativa na psique. Ela é um depósito de considerável energia instintiva, espontaneidade e vitalidade, e é a fonte principal de nossa criatividade. Assim como todos os Arquétipos, a Sombra se origina no Inconsciente Coletivo e pode permitir acesso individual a grande parte do valioso material inconsciente que é rejeitado pelo Ego e pela Persona. No momento em que acharmos que a compreendemos, a Sombra aparecerá de outra forma. Lidar com a Sombra é um processo que dura a vida toda, consiste em olhar para dentro e refletir honestamente sobre aquilo que vemos lá.

SEMANA DA LUA NEGRA E SUA INFLUÊNCIA EM NOSSA PSIQUÊ

Ontem, dia 15/05 foi a primeira noite da Lua Negra que acontece três dias antes do 1º dia de Lua Nova e que encerrou também os três últimos dias da Lua minguante. Ela é chamada dessa forma porque nesse momento não somos capazes de enxergar a Lua, ela não reflete o Sol, ela está em seu estado natural, sendo a sombra. A Lua Negra se divide em duas metades: uma de luz e a outra de sombra. Esta Lua, nos transporta ao trabalho de Carl Gustav Jung (1875 – 1961) psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica, também conhecida como psicologia junguiana.

“A sombra é um conceito junguiano muito importante. Ela diz respeito aquilo que nao queremos ver, nosso lado negro, aquela energia que nos envolve e nos prejudica. Sentimos a sombra como uma parte negativa de nossa personalidade que não conseguimos controlar. Ela nos trapaceia em nossos objetivos. E o que tendemos a fazer com ela é negá-la, escondê-la. Mas esse caminho nunca é o melhor. Esconder a sombra é o mesmo que deixá-la na escuridão, quando o trabalho que realmente pode ajudar é trazê-la para a luz, para a nossa consciência e crescermos enquanto seres humanos. Quando enxergamos a sombra e trabalhamos com ela (ao invés de contra) descobrimos grandes tesouros.” Ana Luisa Testa

Para Jung, a Sombra é o centro do Inconsciente Pessoal, o núcleo do material que foi reprimido da consciência. A Sombra inclui aquelas tendências, desejos, memórias e experiências que são rejeitadas pelo indivíduo como incompatíveis com a Persona e contrárias aos padrões e ideais sociais. Quanto mais forte for nossa Persona, e quanto mais nos identificarmos com ela, mais repudiaremos outras partes de nós mesmos. A Sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade e também aquilo que negligenciamos e nunca desenvolvemos em nós mesmos. Em sonhos, a Sombra freqüentemente aparece como um animal, um anão, um vagabundo ou qualquer outra figura de categoria mais baixa.

Em seu trabalho sobre repressão e neurose, Freud concentrou-se, de inicio, naquilo que Jung chama de Sombra. Jung descobriu que o material reprimido se organiza e se estrutura ao redor da Sombra, que se torna, em certo sentido, um Self negativo, a Sombra do Ego. A Sombra é, via de regra, vivida em sonhos como uma figura escura, primitiva, hostil ou repelente, porque seus conteúdos foram violentamente retirados da consciência e aparecem como antagônicos à perspectiva consciente. Se o material da Sombra for tra-zido à consciência, ele perde muito de sua natureza de medo, de desconhecido e de escuridão.

A Sombra é mais perigosa quando não é reconhecida pelo seu portador. Neste caso, o indivíduo tende a projetar suas qualidades indesejáveis em outros ou a deixar-se dominar pela Sombra sem o perceber. Quanto mais o material da Sombra tornar-se consciente, menos ele pode dominar. Entretanto, a Sombra é uma parte integral de nossa natureza e nunca pode ser simplesmente eliminada. Uma pessoa sem Sombra não é uma pessoa completa, mas uma caricatura bidimensional que rejeita a mescla do bom e do mal e a ambivalência presentes em todos nós.

Cada porção reprimida da Sombra representa uma parte de nós mesmos. Nós nos limitamos na mesma proporção que mantemos este material inconsciente.

À medida que a Sombra se faz mais consciente, recuperamos partes previamente reprimidas de nós mesmos. Além disso, a Sombra não é apenas uma força negativa na psique. Ela é um depósito de considerável energia instintiva, espontaneidade e vitalidade, e é a fonte principal de nossa criatividade. Assim como todos os Arquétipos, a Sombra se origina no Inconsciente Coletivo e pode permitir acesso individual a grande parte do valioso material inconsciente que é rejeitado pelo Ego e pela Persona.

No momento em que acharmos que a compreendemos, a Sombra aparecerá de outra forma. Lidar com a Sombra é um processo que dura a vida toda, consiste em olhar para dentro e refletir honestamente sobre aquilo que vemos lá.

Por: shakyamuni

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