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SABEDORIA DO CORPO – ASSIM FALAVA ZARATHUSTRA sabedoria - Tu dizes “eu” e ficas orgulhoso desta palavra. Todavia, maior do que isto – embora não acredites – é o teu corpo e sua grande inteligência, que não diz “eu” mas realiza o “eu”. O que cada sentido sente, o que o espírito percebe, jamais é um fim em si mesmo. Mas os sentidos e […] Full view

Tu dizes "eu" e ficas orgulhoso desta palavra. Todavia, maior do que isto - embora não acredites - é o teu corpo e sua grande inteligência, que não diz "eu" mas realiza o "eu". O que cada sentido sente, o que o espírito percebe, jamais é um fim em si mesmo. Mas os sentidos e o espírito gostariam de persuadir-te de que eles são o fim de todas as coisas: eles são tão vãos quanto isso. Sentido e espírito são instrumentos e quinquilharias: por trás deles, contudo, jaz o Si-mesmo. O Si-mesmo procura com olhos do sentido; ele escuta também, como os ouvidos do sentido. O Si-mesmo está sempre escutando e procurando: ele compara, subjuga, conquista, destrói. Ele regula e é, também, o regulador do Ego. Por trás dos teus pensamentos e sentimentos, meu irmão, reside um poderoso comandante, um sábio desconhecido - ele é chamado de Si-mesmo. Ele mora no teu corpo, ele é teu corpo. Há mais razão no teu corpo do que na tua melhor sabedoria. E quem sabe com que propósito o teu corpo requer precisamente a tua melhor sabedoria?... Das Alegrias e Paixões Meu irmão, se tu tens uma virtude e ela é tua própria virtude, tu a tens em comum com ninguém. Para estares seguro, tu queres chamá-la por um nome e acariciá-la; tu queres puxar-lhes as orelhas e divertir-te com isso. E vê! Agora tu tens seu nome em comum com o povo; e tornas-te povo e pastor com a tua virtude! Farias melhor se dissesses: "Impronunciável e anônimo é aquilo que atormenta e deleita minha alma e que é, também, a fome do meu ventre." Deixa que tua virtude seja demasiadamente elevada para a familiaridade dos nomes: e, se tiveres de falar dela, não fiques envergonhado de balbuciar. Assim, fala e balbucia: "Este é meu bem, assim eu amo, exatamente assim eu amo, somente assim eu quero o meu bem. "Eu não o quero como uma lei de Deus, eu não o quero como um estatuto humano: que ele não seja um poste-indicador para terras superiores e para paraísos. É uma virtude terrena que eu amo; há pouco de prudência nisso: e o mínimo de toda sabedoria vulgar. "mas este pássaro construiu o seu ninho debaixo do meu teto: por esse motivo, eu o amo e acaricio - agora ele incuba seus ovos de ouro em mim." Assim, deves balbuciar e louvar a tua virtude.

SABEDORIA DO CORPO – ASSIM FALAVA ZARATHUSTRA

Tu dizes “eu” e ficas orgulhoso desta palavra. Todavia, maior do que isto – embora não acredites – é o teu corpo e sua grande inteligência, que não diz “eu” mas realiza o “eu”.

O que cada sentido sente, o que o espírito percebe, jamais é um fim em si mesmo. Mas os sentidos e o espírito gostariam de persuadir-te de que eles são o fim de todas as coisas: eles são tão vãos quanto isso.

Sentido e espírito são instrumentos e quinquilharias: por trás deles, contudo, jaz o Si-mesmo. O Si-mesmo procura com olhos do sentido; ele escuta também, como os ouvidos do sentido.

O Si-mesmo está sempre escutando e procurando: ele compara, subjuga, conquista, destrói. Ele regula e é, também, o regulador do Ego.

Por trás dos teus pensamentos e sentimentos, meu irmão, reside um poderoso comandante, um sábio desconhecido – ele é chamado de Si-mesmo. Ele mora no teu corpo, ele é teu corpo.

Há mais razão no teu corpo do que na tua melhor sabedoria. E quem sabe com que propósito o teu corpo requer precisamente a tua melhor sabedoria?…

Das Alegrias e Paixões

Meu irmão, se tu tens uma virtude e ela é tua própria virtude, tu a tens em comum com ninguém.

Para estares seguro, tu queres chamá-la por um nome e acariciá-la; tu queres puxar-lhes as orelhas e divertir-te com isso.

E vê! Agora tu tens seu nome em comum com o povo; e tornas-te povo e pastor com a tua virtude!

Farias melhor se dissesses: “Impronunciável e anônimo é aquilo que atormenta e deleita minha alma e que é, também, a fome do meu ventre.”

Deixa que tua virtude seja demasiadamente elevada para a familiaridade dos nomes: e, se tiveres de falar dela, não fiques envergonhado de balbuciar.

Assim, fala e balbucia: “Este é meu bem, assim eu amo, exatamente assim eu amo, somente assim eu quero o meu bem.

“Eu não o quero como uma lei de Deus, eu não o quero como um estatuto humano: que ele não seja um poste-indicador para terras superiores e para paraísos.

É uma virtude terrena que eu amo; há pouco de prudência nisso: e o mínimo de toda sabedoria vulgar.

“mas este pássaro construiu o seu ninho debaixo do meu teto: por esse motivo, eu o amo e acaricio – agora ele incuba seus ovos de ouro em mim.”

Assim, deves balbuciar e louvar a tua virtude.

Por: shakyamuni

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