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RELACIONAMENTOS HUMANOS pepper-faces-natural-life-sexy-lips-romance-zbyszek-enteresan-women-tarun87-red-google-ogom-hot-ppr-Portrait-of-a-Woman-eyes-face-разное_large - Todas as pessoas possuem, em maior ou menor quantidade, relações com pessoas com quem não se dão bem ou com as quais estão em atrito. Só de pensar nelas, as pessoas ficam deprimidas, quando se encontram com elas sentem desagrado e não conseguem suportar as desavenças. Enquanto possuírem o sentimento de gostar ou não gostar […] Full view

Todas as pessoas possuem, em maior ou menor quantidade, relações com pessoas com quem não se dão bem ou com as quais estão em atrito. Só de pensar nelas, as pessoas ficam deprimidas, quando se encontram com elas sentem desagrado e não conseguem suportar as desavenças. Enquanto possuírem o sentimento de gostar ou não gostar da pessoa, o sofrimento continua, e fica um nó dentro da alma. Shakyamuni Buda expressou isso como “Encontro amargo”. Todas as pessoas sofrem ao se encontrarem com quem têm ressentimento, ódio ou não se dão bem, ou ainda quando têm que enfrentar situações desagradáveis. Sendo assim, a questão é se esforçar para se desvencilhar do sentimento de que não gosta de certas pessoas, mas como temos um forte ego é muito difícil deixar de se ter o sentimento de gostar ou não gostar. Então será que existirá algum caminho para se desvencilhar desse sentimento num relacionamento humano? É lógico que existe. Segundo o budismo, não há quem possa fugir dos quatro sofrimentos: nascimento, velhice, doença e morte. Isto é uma fatalidade. De um lado, o sofrimento da alma, quando se depara com pessoas com quem não se dá bem ou situações desagradáveis, pode-se dizer ser um sofrimento do destino que poderá ser resolvido coma mudança do próprio modo de ver e do próprio pensamento. A questão é: ou continuamos sofrendo ou não; ou iremos colocar em prática o ensinamento de Buda ou não. Só que o sentimento de gostar ou não gostar de uma pessoa pode-se dizer ser uma questão individual e delicada. Entretanto, pode-se dizer que isso é a representação do ego, e faz surgir atritos e conflitos que dificultam o desvencilhamento do sofrimento. Por outro lado, se o gostar e o não gostar desaparecerem, poderemos viver tranquilamente. Ser sensível ao que nos desagrada em certa pessoa e reagir a isso pode ocorrer porque temos também os mesmos pontos desagradáveis. E se tivermos a idéia fixa de que“não gostamos” ou “não nos damos bem” com esta pessoa, ficaremos atados a essa consciência e acabamos estreitando o espaço do sentimento de aceitação dessa pessoa. Mas parece que a alma do ser humano não é tão pequena, apertada , pois não está fixa a nada. Não só no relacionamento humano como em outras situações, sem exceção, todas as coisas estão sempre em transformação. A vida, de acordo com o encontro e com uma condição, está sempre se transformando. Portanto, se nos relacionarmos,mudando o nosso modo de ver, talvez possamos nos conciliar com aquela pessoa de quem não gostamos.Além disso, qualquer condição acontece por ela ser necessária, portanto, se mudarmos o modo de ver,tudo se tornará nutriente para nos fazer crescer.Mas mesmo assim, se for difícil ter harmonia com as pessoas que não gostamos, que tal nessa hora nos perguntarmos: “Se fosse Shakyamuni Buda, o que faria?”. Por exemplo, podemos sentir na pele as palavras de Shakyamuni Buda: “Mesmo estando entre pessoas amarguradas,vamos viver sem amargura no relacionamento com as pessoas; vamos viver com alegria”.Existem também outras maneiras de se ver a vida,que são de perspectivas mais amplas. No Sutra Dhammapada temos: “É difícil aceitar a vida da pessoa”, procurar encontrar o ensinamento que toca na raiz da vida, ou ter oportunidade de encontrar palavras que louvam a amplidão do céu e do macrocosmo: “Mesmo que os peixes saltem livremente dentro da imensidão do mar, o mar não se perturba. Assim também o céu, mesmo que os pássaros voem livremente o céu, ele não se perturba“. O budismo ensina que não se muda o próximo e sim a si mesmo, e, a partir daí, ver como irá aceitar as situações e como irá fazer a prática. Nesse sentido, a pessoa que não gostamos é a pessoa a quem devemos um favor, pois ela está nos ensinando a força do nosso ego e não é senão a pedra de amolar que irá polir a nossa alma. Quando isso se tornar claro, o gostar e o não gostar irão desaparecer, e poderemos viver felizes. Nichiko Niwano

RELACIONAMENTOS HUMANOS

Todas as pessoas possuem, em maior ou menor quantidade, relações com pessoas com quem não se dão bem ou com as quais estão em atrito. Só de pensar nelas, as pessoas ficam deprimidas, quando se encontram com elas sentem desagrado e não conseguem suportar as desavenças. Enquanto possuírem o sentimento de gostar ou não gostar da pessoa, o sofrimento continua, e fica um nó dentro da alma.

Shakyamuni Buda expressou isso como “Encontro amargo”. Todas as pessoas sofrem ao se encontrarem com quem têm ressentimento, ódio ou não se dão bem, ou ainda quando têm que enfrentar situações desagradáveis. Sendo assim, a questão é se esforçar para se desvencilhar do sentimento de que não gosta de certas pessoas, mas como temos um forte ego é muito difícil deixar de se ter o sentimento de gostar ou não gostar.

Então será que existirá algum caminho para se desvencilhar desse sentimento num relacionamento humano?

É lógico que existe. Segundo o budismo, não há quem possa fugir dos quatro sofrimentos: nascimento, velhice, doença e morte. Isto é uma fatalidade.

De um lado, o sofrimento da alma, quando se depara com pessoas com quem não se dá bem ou situações desagradáveis, pode-se dizer ser um sofrimento do destino que poderá ser resolvido coma mudança do próprio modo de ver e do próprio pensamento.

A questão é: ou continuamos sofrendo ou não; ou iremos colocar em prática o ensinamento de Buda ou não.

Só que o sentimento de gostar ou não gostar de uma pessoa pode-se dizer ser uma questão individual e delicada. Entretanto, pode-se dizer que isso é a representação do ego, e faz surgir atritos e conflitos que dificultam o desvencilhamento do sofrimento. Por outro lado, se o gostar e o não gostar desaparecerem, poderemos viver tranquilamente.

Ser sensível ao que nos desagrada em certa pessoa e reagir a isso pode ocorrer porque temos também os mesmos pontos desagradáveis. E se tivermos a idéia fixa de que“não gostamos” ou “não nos damos bem” com esta pessoa, ficaremos atados a essa consciência e acabamos estreitando o espaço do sentimento de aceitação dessa pessoa.

Mas parece que a alma do ser humano não é tão pequena, apertada , pois não está fixa a nada. Não só no relacionamento humano como em outras situações, sem exceção, todas as coisas estão sempre em transformação. A vida, de acordo com o encontro e com uma condição, está sempre se transformando. Portanto, se nos relacionarmos,mudando o nosso modo de ver, talvez possamos nos conciliar com aquela pessoa de quem não gostamos.Além disso, qualquer condição acontece por ela ser necessária, portanto, se mudarmos o modo de ver,tudo se tornará nutriente para nos fazer crescer.Mas mesmo assim, se for difícil ter harmonia com as pessoas que não gostamos, que tal nessa hora nos perguntarmos: “Se fosse Shakyamuni Buda, o que faria?”.

Por exemplo, podemos sentir na pele as palavras de Shakyamuni Buda: “Mesmo estando entre pessoas amarguradas,vamos viver sem amargura no relacionamento com as pessoas; vamos viver com alegria”.Existem também outras maneiras de se ver a vida,que são de perspectivas mais amplas.

No Sutra Dhammapada temos: “É difícil aceitar a vida da pessoa”, procurar encontrar o ensinamento que toca na raiz da vida, ou ter oportunidade de encontrar palavras que louvam a amplidão do céu e do macrocosmo: “Mesmo que os peixes saltem livremente dentro da imensidão do mar, o mar não se perturba. Assim também o céu, mesmo que os pássaros voem livremente o céu, ele não se perturba“.

O budismo ensina que não se muda o próximo e sim a si mesmo, e, a partir daí, ver como irá aceitar as situações e como irá fazer a prática. Nesse sentido, a pessoa que não gostamos é a pessoa a quem devemos um favor, pois ela está nos ensinando a força do nosso ego e não é senão a pedra de amolar que irá polir a nossa alma. Quando isso se tornar claro, o gostar e o não gostar irão desaparecer, e poderemos viver felizes.

Nichiko Niwano

Por: shakyamuni

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