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REICH, O DESERTO E A ARIDEZ HUMANA Tad-Sae-waterfall - Wilhelm Reich, médico psiquiatra alemão, pesquisou durante muitos anos a presença de uma energia vital em toda a vida e em todo o universo. Essa energia, que chamou de orgone, estaria acumulada em pequenos corpos ou partículas em forma de vesículas suspensas carregadas de luz e vida, denominadas por ele de bions. Essa energia orgone, […] Full view

Wilhelm Reich, médico psiquiatra alemão, pesquisou durante muitos anos a presença de uma energia vital em toda a vida e em todo o universo. Essa energia, que chamou de orgone, estaria acumulada em pequenos corpos ou partículas em forma de vesículas suspensas carregadas de luz e vida, denominadas por ele de bions. Essa energia orgone, que existe em grandes concentrações na biosfera, seria produzida e distribuída pelos movimentos atmosféricos, estando concentrada em lugares selvagens, em nascentes, matas virgens, montanhas isoladas. Reich descobriu que essa energia era afetada pelos gases tóxicos da poluição e especialmente pela radioatividade nuclear. Reich definiu os princípios teóricos e técnicos para expandir e distribuir essa energia pelo corpo humano. Mais tarde, alguns de seus alunos criaram técnicas terapêuticas de bioenergética (Alexander Lowen) e da vegetoterapia (Navarro), entre muitas outras como Grito Primal, Respiração Holotrópica, etc. Todas técnicas usadas na acumulação, descarga e equilíbrio energético do biossistema humano. A energia do clima Na última etapa de sua vida, Reich dedicou-se à orgonomia e ao estudo da função energética no clima, procurando métodos para acumular orgone e curar doenças provocadas pelo mal funcionamento energético do homem moderno. Nessa fase, ele embrenhou-se na natureza, buscando medir a carga energética dos ambientes e seus efeitos sobre as pessoas: lugares vitalizantes e outros desvitalizantes (esses com baixa carga de orgone devido à contaminação ambiental). Depois de muitos anos pesquisando áreas da psicologia, sociologia e psiquiatria, Wilhelm Reich recolheu-se com uma equipe no interior do estado de Maine, nos Estados Unidos, para pesquisar essa energia vital, Orgone (a mesma que os antigos chineses chamavam de "chi"). Ela buscava sempre ambientes naturais, em especial os cinco mil quilômetros do deserto do Arizona. As anotações de Reich, que destacam os movimentos e os matizes das paisagens desérticas e da atmosfera - a forma das nuvens, a vibração das cores, intensidades luminosas, variações coloridas nas rochas e no solo -, são testemunhos de uma sensibilidade ou, com mais precisão, de uma sensorialidade aguda e atenta, capaz de captar formas atmosféricas e suas correlações com estados mentais e emocionais: o vazio, o silencioso, o seco, o nu, o interminável, o mortal, o árido, etc. A aridez humana Reich se nega a considerar o deserto mero produto mecânico de um determinismo geográfico, e se interroga acerca do processo de desertificação, de produção do deserto, para chegar a estabelecer uma conexão entre as características do deserto e os traços caracterológicos do ser humano contemporâneo. Ele propunha a expressão "deserto emocional", no qual os dados psíquicos e somáticos encontram sua imagem na paisagem natural em que se misturam. Segundo Reich, as características do deserto natural são as características do homem encouraçado. E o deserto emocional no homem seria o que produz o deserto na natureza. Ou seja, a desertificação é um processo tanto natural como social. Assim também, ao contrário, os ambientes vivos, carregados de alto nível de orgone na biosfera, com água límpida corrente, cascatas, matas, abismos verdes, etc., são acumuladores naturais de energia vital, produzindo no observador e participante um efeito profundamente vitalizador. Satbodhi Lisboa

REICH, O DESERTO E A ARIDEZ HUMANA

Wilhelm Reich, médico psiquiatra alemão, pesquisou durante muitos anos a presença de uma energia vital em toda a vida e em todo o universo. Essa energia, que chamou de orgone, estaria acumulada em pequenos corpos ou partículas em forma de vesículas suspensas carregadas de luz e vida, denominadas por ele de bions. Essa energia orgone, que existe em grandes concentrações na biosfera, seria produzida e distribuída pelos movimentos atmosféricos, estando concentrada em lugares selvagens, em nascentes, matas virgens, montanhas isoladas. Reich descobriu que essa energia era afetada pelos gases tóxicos da poluição e especialmente pela radioatividade nuclear.

Reich definiu os princípios teóricos e técnicos para expandir e distribuir essa energia pelo corpo humano. Mais tarde, alguns de seus alunos criaram técnicas terapêuticas de bioenergética (Alexander Lowen) e da vegetoterapia (Navarro), entre muitas outras como Grito Primal, Respiração Holotrópica, etc. Todas técnicas usadas na acumulação, descarga e equilíbrio energético do biossistema humano.

A energia do clima

Na última etapa de sua vida, Reich dedicou-se à orgonomia e ao estudo da função energética no clima, procurando métodos para acumular orgone e curar doenças provocadas pelo mal funcionamento energético do homem moderno. Nessa fase, ele embrenhou-se na natureza, buscando medir a carga energética dos ambientes e seus efeitos sobre as pessoas: lugares vitalizantes e outros desvitalizantes (esses com baixa carga de orgone devido à contaminação ambiental).

Depois de muitos anos pesquisando áreas da psicologia, sociologia e psiquiatria, Wilhelm Reich recolheu-se com uma equipe no interior do estado de Maine, nos Estados Unidos, para pesquisar essa energia vital, Orgone (a mesma que os antigos chineses chamavam de “chi”). Ela buscava sempre ambientes naturais, em especial os cinco mil quilômetros do deserto do Arizona.

As anotações de Reich, que destacam os movimentos e os matizes das paisagens desérticas e da atmosfera – a forma das nuvens, a vibração das cores, intensidades luminosas, variações coloridas nas rochas e no solo -, são testemunhos de uma sensibilidade ou, com mais precisão, de uma sensorialidade aguda e atenta, capaz de captar formas atmosféricas e suas correlações com estados mentais e emocionais: o vazio, o silencioso, o seco, o nu, o interminável, o mortal, o árido, etc.

A aridez humana

Reich se nega a considerar o deserto mero produto mecânico de um determinismo geográfico, e se interroga acerca do processo de desertificação, de produção do deserto, para chegar a estabelecer uma conexão entre as características do deserto e os traços caracterológicos do ser humano contemporâneo. Ele propunha a expressão “deserto emocional”, no qual os dados psíquicos e somáticos encontram sua imagem na paisagem natural em que se misturam.

Segundo Reich, as características do deserto natural são as características do homem encouraçado. E o deserto emocional no homem seria o que produz o deserto na natureza. Ou seja, a desertificação é um processo tanto natural como social.

Assim também, ao contrário, os ambientes vivos, carregados de alto nível de orgone na biosfera, com água límpida corrente, cascatas, matas, abismos verdes, etc., são acumuladores naturais de energia vital, produzindo no observador e participante um efeito profundamente vitalizador.

Satbodhi Lisboa

Por: shakyamuni

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