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REENCONTRANDO A CHAVE DE CASA pilates-melhora-postura-e-dores-no-corpo - A técnica de Antiginástica foi desenvolvida pela francesa Thérèse Bertherat, autora do clássico O Corpo Tem Suas Razões, que traduzido para mais de vinte idiomas vendeu um milhão de exemplares. Aqui seguem alguns de seus conceitos mais inovadores, adaptados a partir de seus livros. Nosso corpo é regido por outra vida, pela vida de outrora, a […] Full view

A técnica de Antiginástica foi desenvolvida pela francesa Thérèse Bertherat, autora do clássico O Corpo Tem Suas Razões, que traduzido para mais de vinte idiomas vendeu um milhão de exemplares. Aqui seguem alguns de seus conceitos mais inovadores, adaptados a partir de seus livros. Nosso corpo é regido por outra vida, pela vida de outrora, a vida no campo. Regido pela época em que as cidades não existiam. As cidades são uma invenção recente, de somente alguns séculos. Nossas células não levam em conta o que para elas é mera novidade. Elas funcionam segundo ritmos que foram regulados há mais de um milhão de séculos. Antes de nascermos, portanto, uma memória já está inscrita em nosso corpo de embrião em formação. Esta memória, a de nossos genes, determina a forma futura de nosso corpo, os braços, as pernas, o tronco, a forma geral de nossa espécie. Mas a memória parece vir de muito mais longe. Nascemos com uma memória vinda de tempos imemoriais, a da formação dos primeiros vertebrados sobre o planeta. Ela não nos deixará mais, nós a carregaremos durante o resto de nossos dias. O melhor da natureza Na verdade, nós carregamos essa memória atrás de nosso corpo, da cabeça até a planta dos pés, sob a forma de uma cadeia muscular ininterrupta. Trata-se de uma musculatura que não parece com àquela do resto do corpo; ela é fibrosa, muito resistente e forte. Um concentrado incrível de forças brutas, primitivas, vitais. Há 500 milhões de anos ou mais, a natureza não consegue nada melhor. Reedita o mesmo plano: uma coluna central e de cada lado, massas musculares simétricas capazes de se contraírem com força. Você pensa que anda com as pernas? Sim, anda. Mas anda muito mais com as costas. Porém não é assim que nos vemos de maneira consciente. A maior parte das pessoas ignora ou quer ignorar esta realidade de sua organização muscular. Assim, elas não querem mais reconhecê-la, não sabem usá-la. Essas pessoas deixam-na pesar sobre seus corpos, deformá-los, violentá-los, esgotá-los. Esta força que elas possuem torna-se uma fraqueza. Se o corpo se deforma é pela força, pelo excesso de força e nada mais. A forma original Foram necessários milhões de ritmos, de estações, de luas, para que surgisse a sua forma corporal; portanto antes de tentar manter a forma, ou impor uma forma ao corpo, descontraia os músculos nodosos que o deformam, e aprenda a redescobrir a sua concreta, precisa, harmoniosa e bela, pois nascemos todos bonitos e bem feitos. A idade, o grau de deformação, nada pode impedir ninguém de encontrar e manter sua forma autêntica, bela e sadia. Não é a idade, não são os músculos, não são os ossos que nos impedem...trabalho há muitos anos e devo reconhecer que há um impedimento, não insuperável, mas real. Por mais duros que estejam nossos músculos, nunca serão tão duros quanto nossas convicções, idéias e preconceitos em relação à forma de nosso corpo. A memória do Corpo Todos temos nesse planeta uma casa que só pertence à nós mesmos. Mas frequentemente perdemos a chave dessa casa. Desta maneira ficamos de fora, olhando a fachada, esta casa onde foram as lembranças mais remotas, escondidas, é nosso corpo. Dizem que "se as paredes pudessem ouvir"...Na casa de nosso corpo elas podem. Elas ouviram tudo, nunca esqueceram nada. Tudo está escrito, gravado nas fibras de nosso corpo. Todo nosso ser é memória. Na rigidez, nas tensões, nas dores dos músculos de nossas costas, de nosso pescoço, de nosso diafragma, de nosso coração, de nossa face, de nosso sexo, toda nossa história se revela do nascimento até o dia de hoje. Sem mesmo se dar conta, depois dos primeiros meses de vida você reagiu à pressões familiares, sociais e morais: "fique assim, fique desse jeito, tire a mão daí, seja esperto, vá depressa, aonde você vai tão depressa?". Confuso, você se dobrou como pode, e para se conformar você se bloqueia, o corpo que se enrijece contra os medos vividos há muito tempo... Ao longo dos anos de trabalho, pude observar como as emoções de criança continuam a trabalhar o corpo de pessoas que, no entanto, tornaram-se adultas.

REENCONTRANDO A CHAVE DE CASA

A técnica de Antiginástica foi desenvolvida pela francesa Thérèse Bertherat, autora do clássico O Corpo Tem Suas Razões, que traduzido para mais de vinte idiomas vendeu um milhão de exemplares. Aqui seguem alguns de seus conceitos mais inovadores, adaptados a partir de seus livros.

Nosso corpo é regido por outra vida, pela vida de outrora, a vida no campo. Regido pela época em que as cidades não existiam. As cidades são uma invenção recente, de somente alguns séculos. Nossas células não levam em conta o que para elas é mera novidade. Elas funcionam segundo ritmos que foram regulados há mais de um milhão de séculos.

Antes de nascermos, portanto, uma memória já está inscrita em nosso corpo de embrião em formação. Esta memória, a de nossos genes, determina a forma futura de nosso corpo, os braços, as pernas, o tronco, a forma geral de nossa espécie. Mas a memória parece vir de muito mais longe. Nascemos com uma memória vinda de tempos imemoriais, a da formação dos primeiros vertebrados sobre o planeta. Ela não nos deixará mais, nós a carregaremos durante o resto de nossos dias.

O melhor da natureza

Na verdade, nós carregamos essa memória atrás de nosso corpo, da cabeça até a planta dos pés, sob a forma de uma cadeia muscular ininterrupta. Trata-se de uma musculatura que não parece com àquela do resto do corpo; ela é fibrosa, muito resistente e forte. Um concentrado incrível de forças brutas, primitivas, vitais.

Há 500 milhões de anos ou mais, a natureza não consegue nada melhor. Reedita o mesmo plano: uma coluna central e de cada lado, massas musculares simétricas capazes de se contraírem com força. Você pensa que anda com as pernas? Sim, anda. Mas anda muito mais com as costas.

Porém não é assim que nos vemos de maneira consciente. A maior parte das pessoas ignora ou quer ignorar esta realidade de sua organização muscular. Assim, elas não querem mais reconhecê-la, não sabem usá-la. Essas pessoas deixam-na pesar sobre seus corpos, deformá-los, violentá-los, esgotá-los. Esta força que elas possuem torna-se uma fraqueza. Se o corpo se deforma é pela força, pelo excesso de força e nada mais.

A forma original

Foram necessários milhões de ritmos, de estações, de luas, para que surgisse a sua forma corporal; portanto antes de tentar manter a forma, ou impor uma forma ao corpo, descontraia os músculos nodosos que o deformam, e aprenda a redescobrir a sua concreta, precisa, harmoniosa e bela, pois nascemos todos bonitos e bem feitos.

A idade, o grau de deformação, nada pode impedir ninguém de encontrar e manter sua forma autêntica, bela e sadia. Não é a idade, não são os músculos, não são os ossos que nos impedem…trabalho há muitos anos e devo reconhecer que há um impedimento, não insuperável, mas real. Por mais duros que estejam nossos músculos, nunca serão tão duros quanto nossas convicções, idéias e preconceitos em relação à forma de nosso corpo.

A memória do Corpo

Todos temos nesse planeta uma casa que só pertence à nós mesmos. Mas frequentemente perdemos a chave dessa casa. Desta maneira ficamos de fora, olhando a fachada, esta casa onde foram as lembranças mais remotas, escondidas, é nosso corpo.

Dizem que “se as paredes pudessem ouvir”…Na casa de nosso corpo elas podem. Elas ouviram tudo, nunca esqueceram nada. Tudo está escrito, gravado nas fibras de nosso corpo. Todo nosso ser é memória. Na rigidez, nas tensões, nas dores dos músculos de nossas costas, de nosso pescoço, de nosso diafragma, de nosso coração, de nossa face, de nosso sexo, toda nossa história se revela do nascimento até o dia de hoje.

Sem mesmo se dar conta, depois dos primeiros meses de vida você reagiu à pressões familiares, sociais e morais: “fique assim, fique desse jeito, tire a mão daí, seja esperto, vá depressa, aonde você vai tão depressa?”. Confuso, você se dobrou como pode, e para se conformar você se bloqueia, o corpo que se enrijece contra os medos vividos há muito tempo…

Ao longo dos anos de trabalho, pude observar como as emoções de criança continuam a trabalhar o corpo de pessoas que, no entanto, tornaram-se adultas.

Por: shakyamuni

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1 Comentários

  • Cynthiafiorini on

    Oi, gostaria de saber qual o caminho que devo percorrer para ter a formação de terapeuta em Antiginastica. Tive contato com essa terapia a 30 anos atraz, li o livro da Therese. Obrigada

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