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REDES NEURAIS E AS MOLÉCULAS DE EMOÇÃO cérebro - Uma da coisas notáveis sobre o cérebro humano é que podemos funcionar a altos níveis de complexidade, reagir simultaneamente a numerosos estímulos em nosso meio e tomar decisões apressadas sobre o significado das coisas e o que se deve fazer com elas. Não temos que tomar uma nova decisão em cada circunstância, porque, pela experiência […] Full view

Uma da coisas notáveis sobre o cérebro humano é que podemos funcionar a altos níveis de complexidade, reagir simultaneamente a numerosos estímulos em nosso meio e tomar decisões apressadas sobre o significado das coisas e o que se deve fazer com elas.

Não temos que tomar uma nova decisão em cada circunstância, porque, pela experiência repetida, fazemos associações. Em outras palavras, aprendemos com nossas experiências e o que aprendemos dá cor à nossa reação a novas situações.

A base neural para este tipo de aprendizado pode ser compreendida em termos de processo chamado de "potenciação a longo prazo". Isso significa que as ligações entre as células nervosas são reforçadas quando repetidamente estimuladas. Pois, se uma campainha tocar a cada hora em que se servir a comida, aprender-se-á a salivar a cada hora em que se ouvir a campainha, mesmo que não haja comida. Um caminho neuronal que liga a campainha à comida estabelece-se e reforça-se pela repetição. Isso é condicionamento clássico. Mas há muitas outras formas de aprendizagem associativa.

Os problemas se desenrolam quando este diferente sistema de adaptação e benefício é sequestrado pelas respostas negativas a diferentes estímulos inócuos. Parece que nossos cérebros podem ser programados não só pela experiência repetida (é assim que aprendemos), mas também por circunstâncias extremas. Por exemplo, uma única dose de cocaína pode preparar um organismo a reagir com muita ânsia quando se apresenta a cocaína em outra ocasião. O cérebro muda e a aprendizagem associativa pode também resultar de experiências traumáticas. A tecnologia imaginativa possibilita observar-se o cérebro em atividade, revelando como realmente o trauma altera a estrutura e as funções do cérebro. Uma significativa descoberta é que o escaneamento cerebral de pessoas com problemas sociais, de relacionamento e aprendizagem revelariam irregularidades estruturais e funcionais semelhantes às resultantes de desordens de estresse pós-traumático (DEPT).

A teoria do apego, inicialmente concebida por John Bowlby, sugere que as crianças, através de suas interações com suas primeiras babás, desenvolvem "modelos operacionais internos" que dão colorido às suas expectativas de relacionamentos e à sua visão geral do mundo pelo resto de suas vidas.

As primeiras vivências com as babás levam as criancinhas a desenvolver representações mentais de sensibilidade e da responsabilidade das babás, bem como o grau em que as crianças se sentem merecedoras de cuidados. Com o tempo, esses modelos tornam-se filtros interpretativos através dos quais as crianças reconstroem novas experiências e relações de maneiras coerentes com experiências e expectativas passadas.

Essas experiências e expectativas passadas podem criar regras implícitas e internalizadas de relacionamento com os outros. A teoria prevê que as crianças com histórias de apego, seguras e inseguras, responderão aos outros baseadas em expectativas de calor humano e intimidade. Tais expectativas podem fazer com que elas evoquem os tipos de respostas dos outros que se conformem com suas expectativas iniciais. Infelizmente, se estivermos preparados para a rejeição e nos defendemos bem contra ela, parece mais provável que ela vá ocorrer. Outra maneira de se dizer isso é que quem procura acha.

Em que situações emocionais você se depara várias e repetidas vezes?

O que você espera que aconteça nos seu relacionamento com amigos, namorado(a)s, parentes e colegas?

Quanto da sua experiência você imagina que seja condicionado pelo passado?

Que diferença teria a sua vida se você se libertasse desse condicionamento?

MOLÉCULAS DE EMOÇÃO

Mas para nossa resposta emocional há mais do que apenas circuitos elétricos. Segundo a neurobióloga Candace Pert, toda emoção que sentimos circula por nossos corpos como substâncias químicas chamadas "neuropeptídeos", cadeias curtas de aminoácidos ou proteínas que falam com todas as células de nosso corpo. A pesquisa de Pert sugere que essas moléculas de emoção desempenham importante papel em orientar o que vivenciamos como percepção e escolha consciente. De acordo com Pert, "nossas emoções decidem ao que vale a pena prestarmos atenção... A decisão sobre o que se torna um pensamento que surge na consciência e o que permanece como um padrão de pensamento indigesto e enterrado num nível mais profundo do corpo é medido pelos receptores [de nossa rede de informações corporal e bioquímica]".

Por que continuamos entrando nos mesmos tipos de relacionamentos, tendo os mesmos tipos de argumentos, encontrando os mesmos tipos de chefes? De acordo com Pert, quando receptores locais são repetidas vezes bombardeados de peptídeos, tornam-se menos sensíveis e exigem mais peptídeos para serem estimulados. Os receptores realmente começam a desejar ansiosamente os neuropeptídeos que eles tem a função de receber. Nesse sentido, nossos corpos são viciados em estados emocionais. Quando já repetimos experiências que geram a mesma resposta emocional, nossos corpos desenvolvem um apetite por esses tipos de experiências. Como viciados, atraímos para nós as experiências que nos colocam numa situação difícil.

Como você se sente ao considerar o ciúme, o amor ou o êxtase como substância química?

Como se sente ao pensar em suas emoções como vícios?

Quias são os benefícios de pensar assim da emoções?

Será que se perde alguma coisa com essa maneira de pensar?

Edição: Shakyamuni

 

 

REDES NEURAIS E AS MOLÉCULAS DE EMOÇÃO

Uma da coisas notáveis sobre o cérebro humano é que podemos funcionar a altos níveis de complexidade, reagir simultaneamente a numerosos estímulos em nosso meio e tomar decisões apressadas sobre o significado das coisas e o que se deve fazer com elas.

Não temos que tomar uma nova decisão em cada circunstância, porque, pela experiência repetida, fazemos associações. Em outras palavras, aprendemos com nossas experiências e o que aprendemos dá cor à nossa reação a novas situações.

A base neural para este tipo de aprendizado pode ser compreendida em termos de processo chamado de “potenciação a longo prazo”. Isso significa que as ligações entre as células nervosas são reforçadas quando repetidamente estimuladas. Pois, se uma campainha tocar a cada hora em que se servir a comida, aprender-se-á a salivar a cada hora em que se ouvir a campainha, mesmo que não haja comida. Um caminho neuronal que liga a campainha à comida estabelece-se e reforça-se pela repetição. Isso é condicionamento clássico. Mas há muitas outras formas de aprendizagem associativa.

Os problemas se desenrolam quando este diferente sistema de adaptação e benefício é sequestrado pelas respostas negativas a diferentes estímulos inócuos. Parece que nossos cérebros podem ser programados não só pela experiência repetida (é assim que aprendemos), mas também por circunstâncias extremas. Por exemplo, uma única dose de cocaína pode preparar um organismo a reagir com muita ânsia quando se apresenta a cocaína em outra ocasião. O cérebro muda e a aprendizagem associativa pode também resultar de experiências traumáticas. A tecnologia imaginativa possibilita observar-se o cérebro em atividade, revelando como realmente o trauma altera a estrutura e as funções do cérebro. Uma significativa descoberta é que o escaneamento cerebral de pessoas com problemas sociais, de relacionamento e aprendizagem revelariam irregularidades estruturais e funcionais semelhantes às resultantes de desordens de estresse pós-traumático (DEPT).

A teoria do apego, inicialmente concebida por John Bowlby, sugere que as crianças, através de suas interações com suas primeiras babás, desenvolvem “modelos operacionais internos” que dão colorido às suas expectativas de relacionamentos e à sua visão geral do mundo pelo resto de suas vidas.

As primeiras vivências com as babás levam as criancinhas a desenvolver representações mentais de sensibilidade e da responsabilidade das babás, bem como o grau em que as crianças se sentem merecedoras de cuidados. Com o tempo, esses modelos tornam-se filtros interpretativos através dos quais as crianças reconstroem novas experiências e relações de maneiras coerentes com experiências e expectativas passadas.

Essas experiências e expectativas passadas podem criar regras implícitas e internalizadas de relacionamento com os outros. A teoria prevê que as crianças com histórias de apego, seguras e inseguras, responderão aos outros baseadas em expectativas de calor humano e intimidade. Tais expectativas podem fazer com que elas evoquem os tipos de respostas dos outros que se conformem com suas expectativas iniciais. Infelizmente, se estivermos preparados para a rejeição e nos defendemos bem contra ela, parece mais provável que ela vá ocorrer. Outra maneira de se dizer isso é que quem procura acha.

Em que situações emocionais você se depara várias e repetidas vezes?

O que você espera que aconteça nos seu relacionamento com amigos, namorado(a)s, parentes e colegas?

Quanto da sua experiência você imagina que seja condicionado pelo passado?

Que diferença teria a sua vida se você se libertasse desse condicionamento?

MOLÉCULAS DE EMOÇÃO

Mas para nossa resposta emocional há mais do que apenas circuitos elétricos. Segundo a neurobióloga Candace Pert, toda emoção que sentimos circula por nossos corpos como substâncias químicas chamadas “neuropeptídeos”, cadeias curtas de aminoácidos ou proteínas que falam com todas as células de nosso corpo. A pesquisa de Pert sugere que essas moléculas de emoção desempenham importante papel em orientar o que vivenciamos como percepção e escolha consciente. De acordo com Pert, “nossas emoções decidem ao que vale a pena prestarmos atenção… A decisão sobre o que se torna um pensamento que surge na consciência e o que permanece como um padrão de pensamento indigesto e enterrado num nível mais profundo do corpo é medido pelos receptores [de nossa rede de informações corporal e bioquímica]”.

Por que continuamos entrando nos mesmos tipos de relacionamentos, tendo os mesmos tipos de argumentos, encontrando os mesmos tipos de chefes? De acordo com Pert, quando receptores locais são repetidas vezes bombardeados de peptídeos, tornam-se menos sensíveis e exigem mais peptídeos para serem estimulados. Os receptores realmente começam a desejar ansiosamente os neuropeptídeos que eles tem a função de receber. Nesse sentido, nossos corpos são viciados em estados emocionais. Quando já repetimos experiências que geram a mesma resposta emocional, nossos corpos desenvolvem um apetite por esses tipos de experiências. Como viciados, atraímos para nós as experiências que nos colocam numa situação difícil.

Como você se sente ao considerar o ciúme, o amor ou o êxtase como substância química?

Como se sente ao pensar em suas emoções como vícios?

Quias são os benefícios de pensar assim da emoções?

Será que se perde alguma coisa com essa maneira de pensar?

Edição: Shakyamuni

 

 

Por: shakyamuni

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