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PROCURANDO O QUE NÃO EXISTE cachorro_velho - Amado mestre, porque eu sigo perdendo tantas coisas mas não perco meu ego? Sughanda…Odum, um negro ancião, foi chamado ao departamento de justiça, acusado de manter em sua casa um cachorro viciado. “O cachorro mordeu minha pequena menina Jane Lu por três vezes,” reclamou a mãe. “Seu cachorro mordeu a pequena Jane Lu?” perguntou o […] Full view

Amado mestre, porque eu sigo perdendo tantas coisas mas não perco meu ego? Sughanda...Odum, um negro ancião, foi chamado ao departamento de justiça, acusado de manter em sua casa um cachorro viciado. "O cachorro mordeu minha pequena menina Jane Lu por três vezes," reclamou a mãe. "Seu cachorro mordeu a pequena Jane Lu?" perguntou o juiz. "Não, meritíssimo". Disse Odum. "Meu cachorro nunca mordeu nenhuma menina." "Bem," disse o juiz à mãe, "esse homem diz que o cachorro não mordeu sua pequena menina." "Eu vou para casa e trarei Jane Lu aqui para mostrar-lhe," disse a mulher. "Vá então," disse o negro homem. "Em primeiro lugar, o cachorro é tão velho que não tem um dente se quer para morder. Em segundo lugar, o cachorro é cego e não podia ter visto Jane Lu em nenhum lugar. Em terceiro lugar, o cachorro é surdo e não podia ter ouvido nada. E em quarto lugar, o cachorro não é meu." Sughanda, você não pode perder seu ego porque em primeiro lugar ele tão pouco existe. Você pode perder todas as outras coisas mais porque essas coisas existem realmente, mas como você pode perder algo que não existe? Você não pode perder sua sombra; ela não existe. E o ego é ainda mais falso do que a sombra. Não é uma substância, não é nem mesmo uma sombra. É só uma ideia plantada pela sociedade dentro de você. Não tem realidade, então como você pode perder isso? A única forma de perdê-lo é procurando-o - e você não vai encontrá-lo. E quando você não o encontra, você o perde. Vá para dentro e procure, busque-o. É isso que os meditadores tem feito por séculos. Eles fecham seus olhos e vão para dentro procurar pelo ego, onde ele está - eles não podem encontrá-lo. Quando você pode encontrá-lo e você tem procurado em todos os cantos e recantos do seu ser e não encontra em lugar algum, então você sabe que o perdeu. Em primeiro lugar, verdadeiramente ele nunca esteve lá; foi sempre uma crença sua. É como você ver uma corda na escuridão e você acreditar que é uma cobra. Então você treme, transpira e corre, tentando se salvar da cobra - que tão pouco existe. Toda correria, transpiração e fuga são simples futilidades, mas pode parecer perigoso para você. Mesmo uma falsa cobra pode lhe matar - você pode ter um ataque do coração! Esse é o problema com as coisas falsas; você não pode perdê-las - elas não estão lá - mas elas podem fazer coisas reais à você. Então a questão não é em perder o ego: ele é uma falsa entidade. Como você pode perder algo que não existe? A questão é olhar dentro disso, procurar por isso. Eu não digo a vocês, "Busquem e procurem por Deus." Isso é sem sentido. Como vocês podem buscar e procurar por Deus, e onde? Vocês não sabem o endereço. E mesmo que vocês encontrem o cavalheiro, vocês não vão reconhecê-lo. Mesmo que ele diga olá, vocês não vão entender sua língua. Ele não fala alemão, ele não fala francês, ele não fala italiano - nem mesmo italiano! Mas todas as nações acreditam "Ele fala a nossa língua." Os indianos pensam que ele fala sânscrito, que ele mesmo escreveu os Vedas. Os muçulmanos pensam que ele fala árabe - que ele mesmo falou através de Mohamed, a única mensagem. E óbvio que os judeus pensam que eles são os escolhidos por Deus - ele fala hebraico. Depois da segunda guerra, um general alemão conversava com um general inglês. Ele disse, "Eu não posso acreditar como isso aconteceu, como nós falhamos. Nós tínhamos as melhores armas, a tecnologia mais avançada e éramos mais equipados em todos os aspectos. Como nós falhamos e vocês foram bem sucedidos?" O general inglês sorriu e disse, "A razão é que nós costumávamos orar antes das batalhas diárias." O general alemão disse, "Mas nós também. Nós também orávamos antes de lutar." O homem inglês disse, "Isso agente sabe, mas nós costumávamos orar em inglês e vocês em alemão - e ele não entende tão pouco de alemão." Todas as nações acreditam que sua língua é divina, que é a língua de Deus. Mas Deus só conhece a linguagem do silêncio - e vocês não conhecem o silêncio. Então quando ele disser olá será um silencioso olá. Não será expresso; não será dito; será só um gesto. E é quase impossível vocês ouvirem porque é algo que não pode ser ouvido. Vocês não podem reconhecer sua face porque ele não se parece com os Jesuses, ele não se parece com os Krishnas, ele não se parece com os Budas. Todas as faces são sua e ainda assim ele não tem face. O Zen chama isso de "Face original"; não se parece com ninguém. Ele é um oceano. Você não pode reconhecer o oceano se você conhece só uma única onda; o oceano não é uma onda, mesmo que todas as ondas pertençam ao oceano. Vocês não podem procurar por Deus, vocês estão tão adormecidos que toda sua busca será equivocada. A primeira coisa é procurar pelo seu ego; essa é a direção certa de um buscador. E quando vocês não encontrarem o ego - quando o ego tão pouco pode ser achado, ele simplesmente desaparece - essa é a possibilidade de reconhecer Deus, porque ele não tem ego. E quando você prova da ausência de ego, que seja um gostinho, você vai entendê-lo. Quando o ego desaparece você irá conhecer o que é o silêncio, o que é a paz, o que é o vazio. Vocês estão cheios da não existência do ego; quando isso se for, vocês conhecerão uma grande expansão dentro de vocês. E ele é espaço, puro espaço. Algo dele será conhecido por vocês; então vocês poderão reconhecê-lo, vocês serão uma ponte para ele. Se você quer perder seu ego você terá que ir para dentro. Talvez seja por isso que as pessoas não vão para dentro - com medo de perderem a si mesmas. E seus medos são reais. Atenção! Só decida ir para dentro se você estiver pronto para perder a si mesmo. Mas esse momento é o mais abençoado na vida - quando você perde seu ego - porque no mesmo momento, imediatamente, Deus é encontrado. No momento que você não é, Deus é. No momento que você evapora, Deus aterrissa em você. Osho.

PROCURANDO O QUE NÃO EXISTE

Amado mestre, porque eu sigo perdendo tantas coisas mas não perco meu ego?

Sughanda…Odum, um negro ancião, foi chamado ao departamento de justiça, acusado de manter em sua casa um cachorro viciado.

“O cachorro mordeu minha pequena menina Jane Lu por três vezes,” reclamou a mãe.

“Seu cachorro mordeu a pequena Jane Lu?” perguntou o juiz.

“Não, meritíssimo”. Disse Odum. “Meu cachorro nunca mordeu nenhuma menina.”

“Bem,” disse o juiz à mãe, “esse homem diz que o cachorro não mordeu sua pequena menina.”

“Eu vou para casa e trarei Jane Lu aqui para mostrar-lhe,” disse a mulher.

“Vá então,” disse o negro homem. “Em primeiro lugar, o cachorro é tão velho que não tem um dente se quer para morder. Em segundo lugar, o cachorro é cego e não podia ter visto Jane Lu em nenhum lugar. Em terceiro lugar, o cachorro é surdo e não podia ter ouvido nada. E em quarto lugar, o cachorro não é meu.”

Sughanda, você não pode perder seu ego porque em primeiro lugar ele tão pouco existe.

Você pode perder todas as outras coisas mais porque essas coisas existem realmente, mas como você pode perder algo que não existe? Você não pode perder sua sombra; ela não existe. E o ego é ainda mais falso do que a sombra. Não é uma substância, não é nem mesmo uma sombra. É só uma ideia plantada pela sociedade dentro de você. Não tem realidade, então como você pode perder isso?

A única forma de perdê-lo é procurando-o – e você não vai encontrá-lo. E quando você não o encontra, você o perde. Vá para dentro e procure, busque-o.

É isso que os meditadores tem feito por séculos. Eles fecham seus olhos e vão para dentro procurar pelo ego, onde ele está – eles não podem encontrá-lo. Quando você pode encontrá-lo e você tem procurado em todos os cantos e recantos do seu ser e não encontra em lugar algum, então você sabe que o perdeu. Em primeiro lugar, verdadeiramente ele nunca esteve lá; foi sempre uma crença sua.

É como você ver uma corda na escuridão e você acreditar que é uma cobra. Então você treme, transpira e corre, tentando se salvar da cobra – que tão pouco existe. Toda correria, transpiração e fuga são simples futilidades, mas pode parecer perigoso para você. Mesmo uma falsa cobra pode lhe matar – você pode ter um ataque do coração! Esse é o problema com as coisas falsas; você não pode perdê-las – elas não estão lá – mas elas podem fazer coisas reais à você.

Então a questão não é em perder o ego: ele é uma falsa entidade. Como você pode perder algo que não existe? A questão é olhar dentro disso, procurar por isso.

Eu não digo a vocês, “Busquem e procurem por Deus.” Isso é sem sentido. Como vocês podem buscar e procurar por Deus, e onde? Vocês não sabem o endereço. E mesmo que vocês encontrem o cavalheiro, vocês não vão reconhecê-lo. Mesmo que ele diga olá, vocês não vão entender sua língua. Ele não fala alemão, ele não fala francês, ele não fala italiano – nem mesmo italiano! Mas todas as nações acreditam “Ele fala a nossa língua.” Os indianos pensam que ele fala sânscrito, que ele mesmo escreveu os Vedas. Os muçulmanos pensam que ele fala árabe – que ele mesmo falou através de Mohamed, a única mensagem. E óbvio que os judeus pensam que eles são os escolhidos por Deus – ele fala hebraico.

Depois da segunda guerra, um general alemão conversava com um general inglês. Ele disse, “Eu não posso acreditar como isso aconteceu, como nós falhamos. Nós tínhamos as melhores armas, a tecnologia mais avançada e éramos mais equipados em todos os aspectos. Como nós falhamos e vocês foram bem sucedidos?”

O general inglês sorriu e disse, “A razão é que nós costumávamos orar antes das batalhas diárias.”

O general alemão disse, “Mas nós também. Nós também orávamos antes de lutar.”

O homem inglês disse, “Isso agente sabe, mas nós costumávamos orar em inglês e vocês em alemão – e ele não entende tão pouco de alemão.”

Todas as nações acreditam que sua língua é divina, que é a língua de Deus. Mas Deus só conhece a linguagem do silêncio – e vocês não conhecem o silêncio. Então quando ele disser olá será um silencioso olá. Não será expresso; não será dito; será só um gesto. E é quase impossível vocês ouvirem porque é algo que não pode ser ouvido.

Vocês não podem reconhecer sua face porque ele não se parece com os Jesuses, ele não se parece com os Krishnas, ele não se parece com os Budas. Todas as faces são sua e ainda assim ele não tem face. O Zen chama isso de “Face original”; não se parece com ninguém. Ele é um oceano. Você não pode reconhecer o oceano se você conhece só uma única onda; o oceano não é uma onda, mesmo que todas as ondas pertençam ao oceano.

Vocês não podem procurar por Deus, vocês estão tão adormecidos que toda sua busca será equivocada.

A primeira coisa é procurar pelo seu ego; essa é a direção certa de um buscador.

E quando vocês não encontrarem o ego – quando o ego tão pouco pode ser achado, ele simplesmente desaparece – essa é a possibilidade de reconhecer Deus, porque ele não tem ego.

E quando você prova da ausência de ego, que seja um gostinho, você vai entendê-lo.

Quando o ego desaparece você irá conhecer o que é o silêncio, o que é a paz, o que é o vazio. Vocês estão cheios da não existência do ego; quando isso se for, vocês conhecerão uma grande expansão dentro de vocês. E ele é espaço, puro espaço. Algo dele será conhecido por vocês; então vocês poderão reconhecê-lo, vocês serão uma ponte para ele.

Se você quer perder seu ego você terá que ir para dentro. Talvez seja por isso que as pessoas não vão para dentro – com medo de perderem a si mesmas. E seus medos são reais. Atenção! Só decida ir para dentro se você estiver pronto para perder a si mesmo.

Mas esse momento é o mais abençoado na vida – quando você perde seu ego – porque no mesmo momento, imediatamente, Deus é encontrado. No momento que você não é, Deus é. No momento que você evapora, Deus aterrissa em você.

Osho.

Por: shakyamuni

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