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PRECISAMOS FALAR SOBRE TRAUMAS wallpapers-tigres - Peter A. Levine, médico e terapeuta americano e PhD em Psicologia e Biofísica Médica, é o idealizador do método Experiência Somática ~ Somatic Experiencing®. A partir da observação de que, embora ameaçados de modo rotineiro, os animais selvagens raramente são traumatizados, Levine desenvolveu uma abordagem essencialmente naturalista. O entendimento do trauma como fenômeno gerado pela […] Full view

Peter A. Levine, médico e terapeuta americano e PhD em Psicologia e Biofísica Médica, é o idealizador do método Experiência Somática ~ Somatic Experiencing®. A partir da observação de que, embora ameaçados de modo rotineiro, os animais selvagens raramente são traumatizados, Levine desenvolveu uma abordagem essencialmente naturalista. O entendimento do trauma como fenômeno gerado pela impossibilidade de retomada da autorregulação – que seria natural a um organismo, após um evento estressor – está na constituição do método. Estudos mais extensos em etologia animal e outros relativos a rituais indígenas para a resolução do trauma, novas visões e pesquisas das neurociências, bem como uma vasta prática clínica, ampliaram conceitos e apuraram o enfoque.

De acordo com Levine, a eficiência e a completude dos mecanismos primários de sobrevivência, que podem ser observados no mundo selvagem, garantem aos animais o retorno da autorregulação natural e a consequente imunidade ao trauma.  É através desses recursos que nós, seres humanos, podemos restaurar o equilíbrio e retomar a vida em sua potência realizadora de si mesma, após termos sido atingidos por experiências devastadoras.

trauma pode se expressar de muitas e variadas formas e, estranhamente, reunir comportamentos e manifestações que nem de longe, à primeira vista, se poderia suspeitar como pertencentes a um único grupo.

A mulher que se vê acometida por uma tensão pré-menstrual fortíssima, sem causas físicas ou psicológicas que a justifiquem; o sujeito tranquilo e educado que de repente persegue, em alta velocidade, o carro que o fechou no trânsito; aquele parente do bem que às vezes constrange as adolescentes da família, cravando-as com olhos vidrados; a prima aérea e fechada, cujos tratamentos para episódios depressivos, dislexia, déficit de atenção, pouco efeito surtiram, deixando-a mais aérea e mais fechada; o garoto da vizinha que depois da queda, numa manobra radical de skate, passou a se machucar seguidamente, sempre do mesmo lado do corpo, como quem perdeu a orientação espacial;  o medo de gelar os ossos que você experimenta  em uma simples ida ao dentista; tudo pode ter um denominador comum –  o trauma.

Porque a violência aumenta no mundo, porque a infância está sendo roubada por abusos físicos e psicológicos, porque a miséria corrói a sociedade, precisamos saber sobre trauma. Porém, individualmente, precisamos ser capazes de procurar ajuda para nós mesmos, ou para aqueles com os quais nos relacionamos, através de informações coerentes e com confiança em que temos recursos instintivos para superar eventos traumáticos. 

A Influência do Trauma na sua Vida

Em inúmeras situações, você ou uma pessoa com quem convive pode passar por eventos traumáticos que desencadeiam um estado de estresse.

Esse efeito é causado por alterações físicas no cérebro, que afetam o comportamento e pensamentos da pessoa. E influenciam negativamente sua vida, e muitas vezes tornando as tarefas mais fáceis em problemas difíceis de serem resolvidos. 

Os sintomas do estresse são diferentes para cada tipo de pessoa, podendo durar apenas alguns dias ou até mesmo anos. Dentre os eventos mais comuns para o desenvolvimento da desordem, estão aqueles que envolvem um sentimento de completo desamparo diante de uma ameaça real ou subjetiva à própria vida, às pessoas amadas  ou à integridade do corpo.

trauma psicológico pode vir acompanhado de um trauma físico ou existir de maneira independente. Tipos de causas de traumas psicológicos mais comuns são: abuso sexual, violência ou ameaças, desafeto/desilusão, especialmente se ocorrem na infância ou adolescência. Eventos catastróficos como acidentes naturais ou não, violência urbana ou outras formas de violência também podem causar traumas psicológicos, assim como exposição à miséria durante longo tempo ou mesmo abuso verbal.

O trauma pode começar como estresse agudo por uma ameaça à vida percebida ou como produto final do estresse cumulativo. Ambos os tipos de estresse podem prejudicar seriamente a capacidade de uma pessoa funcionar com resiliência e facilidade. O trauma pode resultar de uma grande variedade de estressores, como acidentes, procedimentos médicos invasivos, agressões sexuais ou físicas, abuso emocional, negligência, guerra, desastres naturais, perda, trauma de nascimento ou estressores corrosivos de medo e conflito em curso.

O tratamento do estresse pós-traumático já existe e as chances de cura podem ser alcançada com a aplicação de técnicas específicas por um profissional capacitado.
O que é Trauma
Trauma é uma resposta de sobrevivência que não foi completada, de acordo com Peter A. Levine. Quando não foi possível concluir uma resposta de luta, fuga ou congelamento diante de uma ameaça à vida, a alta energia desse padrão instintivo fica represada no corpo. Os sintomas do trauma decorrem da tentativa do organismo de conter e administrar  essa carga energética elevada, que ficou retida no corpo na situação de perigo. 
Choque de Descarga dos Animais
Ao permitir que o corpo complete a resposta de defesa, através de movimentos e ajustes biologicamente determinados, a energia retida vai sendo liberada gradualmente e o corpo retorna para a autorregulação natural. Dr. Levine foi inspirado a estudar o estresse no sistema nervoso animal, quando percebeu que os animais estão  constantemente  ameaçados de morte, mas não apresentam sintomas de trauma. O que ele descobriu foi que o trauma tem a ver com a terceira resposta de sobrevivência à  ameaça de vida percebida, que é  congelada. Quando a luta e a fuga não são opções, congelamos e imobilizamos, como "jogar morto". Isso nos torna menos um alvo. No entanto, essa reação é  sensível ao tempo. Em outras palavras, precisa seguir seu curso, e a energia maciça que foi preparada para luta ou fuga é descarregada, através de tremores. Se a fase de imobilidade não for concluída, essa carga permanece presa, e do ponto de vista do corpo, ainda está sob ameaça. O método da Experiência Somática  trabalha para liberar esta energia armazenada e desligar esse alarme de ameaça que causa desregulação e dissociação severas.
 

PRECISAMOS FALAR SOBRE TRAUMAS

Peter A. Levine, médico e terapeuta americano e PhD em Psicologia e Biofísica Médica, é o idealizador do método Experiência Somática ~ Somatic Experiencing®. A partir da observação de que, embora ameaçados de modo rotineiro, os animais selvagens raramente são traumatizados, Levine desenvolveu uma abordagem essencialmente naturalista. O entendimento do trauma como fenômeno gerado pela impossibilidade de retomada da autorregulação – que seria natural a um organismo, após um evento estressor – está na constituição do método. Estudos mais extensos em etologia animal e outros relativos a rituais indígenas para a resolução do trauma, novas visões e pesquisas das neurociências, bem como uma vasta prática clínica, ampliaram conceitos e apuraram o enfoque.

De acordo com Levine, a eficiência e a completude dos mecanismos primários de sobrevivência, que podem ser observados no mundo selvagem, garantem aos animais o retorno da autorregulação natural e a consequente imunidade ao trauma.  É através desses recursos que nós, seres humanos, podemos restaurar o equilíbrio e retomar a vida em sua potência realizadora de si mesma, após termos sido atingidos por experiências devastadoras.

trauma pode se expressar de muitas e variadas formas e, estranhamente, reunir comportamentos e manifestações que nem de longe, à primeira vista, se poderia suspeitar como pertencentes a um único grupo.

A mulher que se vê acometida por uma tensão pré-menstrual fortíssima, sem causas físicas ou psicológicas que a justifiquem; o sujeito tranquilo e educado que de repente persegue, em alta velocidade, o carro que o fechou no trânsito; aquele parente do bem que às vezes constrange as adolescentes da família, cravando-as com olhos vidrados; a prima aérea e fechada, cujos tratamentos para episódios depressivos, dislexia, déficit de atenção, pouco efeito surtiram, deixando-a mais aérea e mais fechada; o garoto da vizinha que depois da queda, numa manobra radical de skate, passou a se machucar seguidamente, sempre do mesmo lado do corpo, como quem perdeu a orientação espacial;  o medo de gelar os ossos que você experimenta  em uma simples ida ao dentista; tudo pode ter um denominador comum –  o trauma.

Porque a violência aumenta no mundo, porque a infância está sendo roubada por abusos físicos e psicológicos, porque a miséria corrói a sociedade, precisamos saber sobre trauma. Porém, individualmente, precisamos ser capazes de procurar ajuda para nós mesmos, ou para aqueles com os quais nos relacionamos, através de informações coerentes e com confiança em que temos recursos instintivos para superar eventos traumáticos. 

A Influência do Trauma na sua Vida

Em inúmeras situações, você ou uma pessoa com quem convive pode passar por eventos traumáticos que desencadeiam um estado de estresse.

Esse efeito é causado por alterações físicas no cérebro, que afetam o comportamento e pensamentos da pessoa. E influenciam negativamente sua vida, e muitas vezes tornando as tarefas mais fáceis em problemas difíceis de serem resolvidos. 

Os sintomas do estresse são diferentes para cada tipo de pessoa, podendo durar apenas alguns dias ou até mesmo anos. Dentre os eventos mais comuns para o desenvolvimento da desordem, estão aqueles que envolvem um sentimento de completo desamparo diante de uma ameaça real ou subjetiva à própria vida, às pessoas amadas  ou à integridade do corpo.

trauma psicológico pode vir acompanhado de um trauma físico ou existir de maneira independente. Tipos de causas de traumas psicológicos mais comuns são: abuso sexual, violência ou ameaças, desafeto/desilusão, especialmente se ocorrem na infância ou adolescência. Eventos catastróficos como acidentes naturais ou não, violência urbana ou outras formas de violência também podem causar traumas psicológicos, assim como exposição à miséria durante longo tempo ou mesmo abuso verbal.

O trauma pode começar como estresse agudo por uma ameaça à vida percebida ou como produto final do estresse cumulativo. Ambos os tipos de estresse podem prejudicar seriamente a capacidade de uma pessoa funcionar com resiliência e facilidade. O trauma pode resultar de uma grande variedade de estressores, como acidentes, procedimentos médicos invasivos, agressões sexuais ou físicas, abuso emocional, negligência, guerra, desastres naturais, perda, trauma de nascimento ou estressores corrosivos de medo e conflito em curso.

O tratamento do estresse pós-traumático já existe e as chances de cura podem ser alcançada com a aplicação de técnicas específicas por um profissional capacitado.
O que é Trauma
Trauma é uma resposta de sobrevivência que não foi completada, de acordo com Peter A. Levine. Quando não foi possível concluir uma resposta de luta, fuga ou congelamento diante de uma ameaça à vida, a alta energia desse padrão instintivo fica represada no corpo. Os sintomas do trauma decorrem da tentativa do organismo de conter e administrar  essa carga energética elevada, que ficou retida no corpo na situação de perigo. 
Choque de Descarga dos Animais
Ao permitir que o corpo complete a resposta de defesa, através de movimentos e ajustes biologicamente determinados, a energia retida vai sendo liberada gradualmente e o corpo retorna para a autorregulação natural. Dr. Levine foi inspirado a estudar o estresse no sistema nervoso animal, quando percebeu que os animais estão  constantemente  ameaçados de morte, mas não apresentam sintomas de trauma. O que ele descobriu foi que o trauma tem a ver com a terceira resposta de sobrevivência à  ameaça de vida percebida, que é  congelada. Quando a luta e a fuga não são opções, congelamos e imobilizamos, como “jogar morto”. Isso nos torna menos um alvo. No entanto, essa reação é  sensível ao tempo. Em outras palavras, precisa seguir seu curso, e a energia maciça que foi preparada para luta ou fuga é descarregada, através de tremores. Se a fase de imobilidade não for concluída, essa carga permanece presa, e do ponto de vista do corpo, ainda está sob ameaça. O método da Experiência Somática  trabalha para liberar esta energia armazenada e desligar esse alarme de ameaça que causa desregulação e dissociação severas.
 

Por: shakyamuni

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