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PARÁBOLA – OS PROBLEMAS METAFÍSICOS metafisica estar em si - Certa ocasião, Buda estava no Bosque de Jeta, junto à cidade de Saravasti. Um monge de nome Malunkya veio ter com ele, parecendo bastante preocupado. Ele se afligia com o fato de Buda jamais responder às seguintes questões, amplamente ventiladas pelos pensadores de sua época: 1 – O mundo é finito ou infinito? 2 – […] Full view

Certa ocasião, Buda estava no Bosque de Jeta, junto à cidade de Saravasti. Um monge de nome Malunkya veio ter com ele, parecendo bastante preocupado. Ele se afligia com o fato de Buda jamais responder às seguintes questões, amplamente ventiladas pelos pensadores de sua época:

1 - O mundo é finito ou infinito?

2 - Corpo e espírito são uma coisa só ou duas coisas separadas?

3 - O homem tem uma vida de além-túmulo?

Malunkya, que gostava de Filosofia, estava bastante aborrecido por Buda não tratar destas questões, e disse-lhe: - Ó Perfeito! Se não responderes a minhas dúvidas, deixarei a Comunidade e voltarei à vida mundana.

Buda responde-lhe da seguinte maneira:

- Malunkya: certa vez um homem foi ferido por uma seta envenenada. Os amigos correram a buscar um médico, mas o ferido disse que só consentiria que lhe extraíssem a seta e o tratasse, depois de lhe explicarem quem atirou a seta, com que arco ela foi lançada, qual sua forma, etc.

Que terá acontecido a ele? Certamente há de ter morrido antes de ver esclarecidas suas dúvidas. - Malunkya: da mesma forma, respostas a perguntas acerca do caráter finito ou infinito do universo, da natureza da alma, etc., não nos libertam do sofrimento. Precisamos libertar-nos do sofrimento nesta mesma vida. Por isso, Malunkya, não te preocupes com as questões que não ensino. Preocupa-te com as que ensino, que são: a Existência do Sofrimento, a Origem do Sofrimento, a Cessação do Sofrimento e o Caminho da Cessação do Sofrimento.

Fonte: Textos Budistas e Zen Budistas - Ed. Cultrix.

PARÁBOLA – OS PROBLEMAS METAFÍSICOS

Certa ocasião, Buda estava no Bosque de Jeta, junto à cidade de Saravasti. Um monge de nome Malunkya veio ter com ele, parecendo bastante preocupado. Ele se afligia com o fato de Buda jamais responder às seguintes questões, amplamente ventiladas pelos pensadores de sua época:

1 – O mundo é finito ou infinito?

2 – Corpo e espírito são uma coisa só ou duas coisas separadas?

3 – O homem tem uma vida de além-túmulo?

Malunkya, que gostava de Filosofia, estava bastante aborrecido por Buda não tratar destas questões, e disse-lhe: – Ó Perfeito! Se não responderes a minhas dúvidas, deixarei a Comunidade e voltarei à vida mundana.

Buda responde-lhe da seguinte maneira:

Malunkya: certa vez um homem foi ferido por uma seta envenenada. Os amigos correram a buscar um médico, mas o ferido disse que só consentiria que lhe extraíssem a seta e o tratasse, depois de lhe explicarem quem atirou a seta, com que arco ela foi lançada, qual sua forma, etc.

Que terá acontecido a ele? Certamente há de ter morrido antes de ver esclarecidas suas dúvidas. – Malunkya: da mesma forma, respostas a perguntas acerca do caráter finito ou infinito do universo, da natureza da alma, etc., não nos libertam do sofrimento. Precisamos libertar-nos do sofrimento nesta mesma vida. Por isso, Malunkya, não te preocupes com as questões que não ensino. Preocupa-te com as que ensino, que são: a Existência do Sofrimento, a Origem do Sofrimento, a Cessação do Sofrimento e o Caminho da Cessação do Sofrimento.

Fonte: Textos Budistas e Zen Budistas – Ed. Cultrix.

Por: shakyamuni

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