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O SANTO, O GURU, O MESTRE E O ILUMINADO download - O Santo – O homem santo é uma encarnação de uma alma pura, predominantemente livre de traumas humanos mentais/emocionais, agitações e tendências egoístas. Seu coração e mente são abertos e muito sensíveis ao sofrimento alheio. O movimento mais natural na vida de um homem/mulher santo(a) é o de ajudar o próximo. Ele é quase sempre […] Full view

O Santo - O homem santo é uma encarnação de uma alma pura, predominantemente livre de traumas humanos mentais/emocionais, agitações e tendências egoístas. Seu coração e mente são abertos e muito sensíveis ao sofrimento alheio. O movimento mais natural na vida de um homem/mulher santo(a) é o de ajudar o próximo. Ele é quase sempre idolatrado e mistificado por seus seguidores. A coisa interessante sobre mulheres ou homens santos é que na maioria das vezes eles não são auto-realizados. Talvez por causa de seu impulso para ajudar, para fazer o bem, para salvar o mundo, eles acabam por negligenciar a sua missão final, como ser humano, isto é, a realização não-dualística da natureza do ser. Eles são em sua maioria direcionados para o campo dármico, o mundo físico lá fora embebido em dor, injustiça e crueldade. Mas pessoas santas também podem realizar o Ser, desde que o amor e a sensibilidade que elas sentem pelos outros sejam plenamente reconhecidos como o Amor que vem de Deus. E uma vez que comecem a ver Deus em tudo e em todos (inclusive neles mesmos), a Realização do Ser, ou Iluminação (em linguagem mais popular) pode despertar naturalmente. O caminho de servir aos outros torna-se um serviço constante de submissão a Deus, tudo em total harmonia com a simples mas eficaz tradição Bhakti. O Guru - Guru, no sentido moderno da palavra, é uma espécie de profissão. Só é preciso uma personalidade carismática, ter algumas experiências espirituais em seu currículo e uma forte shakti (energia psíquica), para se tornar um guru de sucesso. O guru é motivado principalmente pelo seu próprio senso de inadequação e incompletude, e o acúmulo de centenas ou milhares de devotos fornece um encobrimento das forças inconscientes que impulsionam o esforço pela fama, e muitas vezes pelo poder e pelo dinheiro. Guru não é, definitivamente, uma alma pura, porque seus motivos, pensamentos e ações são altamente poluídos por vassanas impuras (tendências subconscientes mentais). Sua mente e coração operam sob a constante pressão dos desejos subconscientes e os temores derivados da não-apreensão do próprio Self. Essas forças se manifestam como um apetite crescente por reconhecimento social. Eles muitas vezes desenvolvem um super ego. O guru é constante e cegamente alimentado por seus devotos com adoração, confiança, trabalho voluntário (ou tendo muitas vezes que pagar), doações em dinheiro e com suas próprias energias. É muito raro encontrar um guru que seja livre, porque todo o palco e o próprio papel que desempenha torna-se uma armadilha. O guru está preso em sua própria mente inconsciente, constantemente reforçada pelos devotos com fome de amor e apreço. Quando o guru não tem realmente um ensinamento válido, muitas vezes envolve-se em dizer às pessoas o que fazer ou não fazer. Justifica o seu comportamento relacionado à dependência, controle e manipulação, afirmando: "tudo o que eu faço é para o seu próprio crescimento, o seu próprio bem". Em geral, os gurus são inteligentes, estratégicos, e são capazes de qualquer coisa em nome de um ensinamento e do amor. O Mestre - O “Mestre espiritual” é um indivíduo que se apresenta, voluntariamente ou não, como possuidor de um conhecimento sobre assuntos espirituais (além dos simplesmente psicológicos) que a maioria das pessoas não conhecem. Ele estabelece um relacionamento com os seus estudantes predominantemente intelectual em vez de devocional. Quase sempre reivindica possuir um sistema de ensino que possa ser transmitido ou duplicado pelos seus estudantes atravez de uma pratica.

O problema é que muitos dos chamados mestres modernos não se encontram na posição de poder ajudar os outros, simplesmente porque não possuem uma metodologia válida e compreensiva . Quase sempre baseiam-se em suas experiências pessoais, filtradas e interpretadas pelo ego/mente, ou seja, o acúmulo de tudo aquilo que leu e ouviu dos outros, ou vivenciou. A falta de um conhecimento profundo da ciência da espiritualidade rende seus esforços confusos, contraditórios e estéreis. Muitos dos chamados “mestres” do mundo moderno não apenas são desqualificados para ensinar, como também não possuem o requisito básico número um: ‘A Realizacao ou Reconhecimento do Ser’, da natureza nao-dualistica da existencia. E o mais curioso é que existem milhares de pessoas no mundo espiritual prontas para serem guiadas por mestres não-realizados desqualificados. E o motivo é simples; um ensinamento superficial, com maior enfase no psicológico não requer que estudantes sejam qualificados. Qualquer tipo de ensinamento baseado em uma experiência ou estado de consciência (que são impermanentes) que deva ser replicado ou alcançado pelos estudantes é prova suficiente da ignorância do mestre em relação à Natureza Não-Dualística do Ser Único (que é a Consciência Universal operando em tudo e todos). É como um cego tentando guiar outros cegos com base na sua capacidade olfativa mais aguçada. No entanto, alguns Mestres, mesmo sem possuir metodologia de ensino válida, podem ser Auto-Realizados. O Iluminado - O iluminado ou auto-realizado é alguém que através da contemplação dos ensinamentos nas escrituras, da assimilação adequada de experiências de vida e da investigação direta da natureza de seu próprio 'Eu', a sua essência como Consciência Pura, desenvolve a clara, firme e solida convicção; Eu não sou uma pessoa, eu não sou o corpo, eu não sou a mente. O que eu sou é pura consciência ou a luz da consciência. Ele/ela não é necessariamente um santo, um guru ou um professor. Ele/ela também não esta compulsivamente interessado em salvar o mundo, alcançar reconhecimento social ou ajudar os outros a realizar essa verdade universal. E mesmo se ele/ela tenha o impulso de compartilhar esse conhecimento ou de exaltar o nome do Senhor com os outros, isso não significa que ele/ela necessariamente seja qualificado para fazê-lo. Ele/ela tem consciência de que ninguém pode fazer alguém realizar essa mesma simples verdade; o que eu sou é a Consciência Universal. Ele/ela sabe que essas poucas almas maduras com um desejo ardente pela verdade de algum modo a encontrarão. Ele/ela pode ter uma vida muito comum como mendigo, sadhu, chefe de família ou até mesmo como um rico e ativo homem/mulher. Ele/ela repousa em seu próprio coração como a luz do Ser Universal, como a Consciência Pura, livre e independente de todas as circunstâncias de vida, porque este conhecimento libertá-o/a da grande maioria das preocupações e ansiedades inerentes a condição humana. Exceto pelo seu senso de alegria interior e tranquilidade, os outros em geral não conseguem reconhecer nele/ela esse Conhecimento do Ser, que põe fim a necessidade de todos os outros conhecimentos. Às vezes, um individuo iluminado ou auto-realizado estuda as escrituras sob a guia de um professor iluminado perfeito e que, eventualmente, o faz qualificado para ensinar também. Neste caso, seu ensino não é uma exposição de suas próprias idéias e experiências, ou uma mensagem transmitida de outros reinos ou entidades, mas a exposição da Vedanta, a Ciência da Realidade; a metodologia de ensino abrangente que cancela sua ignorância sobre a natureza da realidade com o conhecimento dele. Sim, é assim tão simples, mas muito poucos estão prontos para isso! Nagarjuna Anand

O SANTO, O GURU, O MESTRE E O ILUMINADO

O Santo – O homem santo é uma encarnação de uma alma pura, predominantemente livre de traumas humanos mentais/emocionais, agitações e tendências egoístas. Seu coração e mente são abertos e muito sensíveis ao sofrimento alheio. O movimento mais natural na vida de um homem/mulher santo(a) é o de ajudar o próximo. Ele é quase sempre idolatrado e mistificado por seus seguidores.

A coisa interessante sobre mulheres ou homens santos é que na maioria das vezes eles não são auto-realizados. Talvez por causa de seu impulso para ajudar, para fazer o bem, para salvar o mundo, eles acabam por negligenciar a sua missão final, como ser humano, isto é, a realização não-dualística da natureza do ser. Eles são em sua maioria direcionados para o campo dármico, o mundo físico lá fora embebido em dor, injustiça e crueldade.

Mas pessoas santas também podem realizar o Ser, desde que o amor e a sensibilidade que elas sentem pelos outros sejam plenamente reconhecidos como o Amor que vem de Deus. E uma vez que comecem a ver Deus em tudo e em todos (inclusive neles mesmos), a Realização do Ser, ou Iluminação (em linguagem mais popular) pode despertar naturalmente. O caminho de servir aos outros torna-se um serviço constante de submissão a Deus, tudo em total harmonia com a simples mas eficaz tradição Bhakti.

O Guru – Guru, no sentido moderno da palavra, é uma espécie de profissão. Só é preciso uma personalidade carismática, ter algumas experiências espirituais em seu currículo e uma forte shakti (energia psíquica), para se tornar um guru de sucesso. O guru é motivado principalmente pelo seu próprio senso de inadequação e incompletude, e o acúmulo de centenas ou milhares de devotos fornece um encobrimento das forças inconscientes que impulsionam o esforço pela fama, e muitas vezes pelo poder e pelo dinheiro.

Guru não é, definitivamente, uma alma pura, porque seus motivos, pensamentos e ações são altamente poluídos por vassanas impuras (tendências subconscientes mentais). Sua mente e coração operam sob a constante pressão dos desejos subconscientes e os temores derivados da não-apreensão do próprio Self. Essas forças se manifestam como um apetite crescente por reconhecimento social. Eles muitas vezes desenvolvem um super ego. O guru é constante e cegamente alimentado por seus devotos com adoração, confiança, trabalho voluntário (ou tendo muitas vezes que pagar), doações em dinheiro e com suas próprias energias. É muito raro encontrar um guru que seja livre, porque todo o palco e o próprio papel que desempenha torna-se uma armadilha. O guru está preso em sua própria mente inconsciente, constantemente reforçada pelos devotos com fome de amor e apreço. Quando o guru não tem realmente um ensinamento válido, muitas vezes envolve-se em dizer às pessoas o que fazer ou não fazer. Justifica o seu comportamento relacionado à dependência, controle e manipulação, afirmando: “tudo o que eu faço é para o seu próprio crescimento, o seu próprio bem”. Em geral, os gurus são inteligentes, estratégicos, e são capazes de qualquer coisa em nome de um ensinamento e do amor.

O Mestre – O “Mestre espiritual” é um indivíduo que se apresenta, voluntariamente ou não, como possuidor de um conhecimento sobre assuntos espirituais (além dos simplesmente psicológicos) que a maioria das pessoas não conhecem. Ele estabelece um relacionamento com os seus estudantes predominantemente intelectual em vez de devocional. Quase sempre reivindica possuir um sistema de ensino que possa ser transmitido ou duplicado pelos seus estudantes atravez de uma pratica.

O problema é que muitos dos chamados mestres modernos não se encontram na posição de poder ajudar os outros, simplesmente porque não possuem uma metodologia válida e compreensiva . Quase sempre baseiam-se em suas experiências pessoais, filtradas e interpretadas pelo ego/mente, ou seja, o acúmulo de tudo aquilo que leu e ouviu dos outros, ou vivenciou. A falta de um conhecimento profundo da ciência da espiritualidade rende seus esforços confusos, contraditórios e estéreis.

Muitos dos chamados “mestres” do mundo moderno não apenas são desqualificados para ensinar, como também não possuem o requisito básico número um: ‘A Realizacao ou Reconhecimento do Ser’, da natureza nao-dualistica da existencia. E o mais curioso é que existem milhares de pessoas no mundo espiritual prontas para serem guiadas por mestres não-realizados desqualificados. E o motivo é simples; um ensinamento superficial, com maior enfase no psicológico não requer que estudantes sejam qualificados.

Qualquer tipo de ensinamento baseado em uma experiência ou estado de consciência (que são impermanentes) que deva ser replicado ou alcançado pelos estudantes é prova suficiente da ignorância do mestre em relação à Natureza Não-Dualística do Ser Único (que é a Consciência Universal operando em tudo e todos). É como um cego tentando guiar outros cegos com base na sua capacidade olfativa mais aguçada. No entanto, alguns Mestres, mesmo sem possuir metodologia de ensino válida, podem ser Auto-Realizados.

O Iluminado – O iluminado ou auto-realizado é alguém que através da contemplação dos ensinamentos nas escrituras, da assimilação adequada de experiências de vida e da investigação direta da natureza de seu próprio ‘Eu’, a sua essência como Consciência Pura, desenvolve a clara, firme e solida convicção; Eu não sou uma pessoa, eu não sou o corpo, eu não sou a mente. O que eu sou é pura consciência ou a luz da consciência.

Ele/ela não é necessariamente um santo, um guru ou um professor. Ele/ela também não esta compulsivamente interessado em salvar o mundo, alcançar reconhecimento social ou ajudar os outros a realizar essa verdade universal. E mesmo se ele/ela tenha o impulso de compartilhar esse conhecimento ou de exaltar o nome do Senhor com os outros, isso não significa que ele/ela necessariamente seja qualificado para fazê-lo. Ele/ela tem consciência de que ninguém pode fazer alguém realizar essa mesma simples verdade; o que eu sou é a Consciência Universal. Ele/ela sabe que essas poucas almas maduras com um desejo ardente pela verdade de algum modo a encontrarão.

Ele/ela pode ter uma vida muito comum como mendigo, sadhu, chefe de família ou até mesmo como um rico e ativo homem/mulher. Ele/ela repousa em seu próprio coração como a luz do Ser Universal, como a Consciência Pura, livre e independente de todas as circunstâncias de vida, porque este conhecimento libertá-o/a da grande maioria das preocupações e ansiedades inerentes a condição humana. Exceto pelo seu senso de alegria interior e tranquilidade, os outros em geral não conseguem reconhecer nele/ela esse Conhecimento do Ser, que põe fim a necessidade de todos os outros conhecimentos.

Às vezes, um individuo iluminado ou auto-realizado estuda as escrituras sob a guia de um professor iluminado perfeito e que, eventualmente, o faz qualificado para ensinar também. Neste caso, seu ensino não é uma exposição de suas próprias idéias e experiências, ou uma mensagem transmitida de outros reinos ou entidades, mas a exposição da Vedanta, a Ciência da Realidade; a metodologia de ensino abrangente que cancela sua ignorância sobre a natureza da realidade com o conhecimento dele. Sim, é assim tão simples, mas muito poucos estão prontos para isso!

Nagarjuna Anand

Por: shakyamuni

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