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O GANSO ESTÁ FORA goose3 - Bebendo na fonte da tradição Zen, o mestre Osho nos lembra a história “O Ganso está fora”. Ela diz respeito à mente e ao “estado de ser”. O mestre diz ao discípulo para meditar sobre este koan: Um pequeno ganso é posto dentro de uma garrafa, alimentado e nutrido. O ganso vai se tornando cada […] Full view

Bebendo na fonte da tradição Zen, o mestre Osho nos lembra a história "O Ganso está fora". Ela diz respeito à mente e ao "estado de ser". O mestre diz ao discípulo para meditar sobre este koan: Um pequeno ganso é posto dentro de uma garrafa, alimentado e nutrido. O ganso vai se tornando cada vez maior, e enche a garrafa toda. Agora ele está demasiadamente grande; não pode mais sair pelo gargalo da garrafa - o gargalo é demasiadamente pequeno. E o koan é que você deve tirar o ganso sem destruir a garrafa, sem matar o ganso. Ora, a cabeça fica perplexa. O que se pode fazer? O ganso é muito grande - não se pode tirá-lo, a menos que se quebre a garrafa, mas isso não é permitido. Ou pode-se tirá-lo, matando-o - e então você não se importa se ele sai vivo ou morto - tampouco isso é permitido. Entra dia, sai dia, o discípulo medita, não descobre nenhum meio. Pensa desse e daquele modo... - mas na verdade, não há meio. Cansado, completamente exausto, repentinamente a revelação...repentinamente ele descobre que o mestre não pode estar interessado na garrafa, nem no ganso - eles deveriam representar algo mais. A garrafa é a mente, você é o ganso...e, com o testemunhar, é possível. Sem estar dentro da mente, você pode tornar-se tão identificado com ela, que você começa a se sentir como se você estivesse dentro dela! Ele corre até o mestre para dizer que o ganso esta fora. E o mestre diz: "Você compreendeu. Agora mantenha-o fora. Ele jamais esteve lá dentro." Se você continua batalhando com o ganso e a garrafa, não há meio de resolver. É a percepção de que: "Isso deve significar uma outra coisa; caso contrário, o mestre não poderia dar isso para mim...E o que isso pode ser?" - porque toda função entre mestre e discípulo, o negócio todo, é sobre mente e consciência. A consciência é o ganso, que não está na garrafa da mente. Mas vocês ficam acreditando que o ganso está na garrafa e ficam perguntando a todo mundo como tirá-lo. E há idiotas que vão ajudá-los com técnicas para tirá-lo fora. Eu chamo essa gente de idiotas, porque eles não compreenderam a coisa, absolutamente. O ganso está fora, jamais esteve dentro, sendo assim, a questão de tirá-lo não existe. A mente é simplesmente um processo de pensamento passando na sua frente, sobre a tela do cérebro. Você é um observador. Mas você começa a ficar identificado com as coisas bonitas - estas são as tentações. E uma vez que você é apanhado pelas coisas bonitas, você também é apanhado pelas coisas horrorosas, porque a mente não pode existir sem a dualidade. A consciência não pode existir com dualidade, e a mente não pode existir com a dualidade. A consciência é não-dual, e a mente é dual. Assim, simplesmente observe. Recue um pouco e observe. Crie uma distância entre você e a sua mente. Quer seja bom, lindo, delicioso, algo que você gostaria de desfrutar bem de perto, que seja feio - permaneça tão distante quanto possível. Olha para aquilo exatamente do jeito que você olha um filme.

O GANSO ESTÁ FORA

Bebendo na fonte da tradição Zen, o mestre Osho nos lembra a história “O Ganso está fora”. Ela diz respeito à mente e ao “estado de ser”. O mestre diz ao discípulo para meditar sobre este koan:

Um pequeno ganso é posto dentro de uma garrafa, alimentado e nutrido. O ganso vai se tornando cada vez maior, e enche a garrafa toda. Agora ele está demasiadamente grande; não pode mais sair pelo gargalo da garrafa – o gargalo é demasiadamente pequeno.

E o koan é que você deve tirar o ganso sem destruir a garrafa, sem matar o ganso.

Ora, a cabeça fica perplexa.

O que se pode fazer? O ganso é muito grande – não se pode tirá-lo, a menos que se quebre a garrafa, mas isso não é permitido. Ou pode-se tirá-lo, matando-o – e então você não se importa se ele sai vivo ou morto – tampouco isso é permitido.

Entra dia, sai dia, o discípulo medita, não descobre nenhum meio. Pensa desse e daquele modo… – mas na verdade, não há meio. Cansado, completamente exausto, repentinamente a revelação…repentinamente ele descobre que o mestre não pode estar interessado na garrafa, nem no ganso – eles deveriam representar algo mais. A garrafa é a mente, você é o ganso…e, com o testemunhar, é possível. Sem estar dentro da mente, você pode tornar-se tão identificado com ela, que você começa a se sentir como se você estivesse dentro dela!

Ele corre até o mestre para dizer que o ganso esta fora. E o mestre diz: “Você compreendeu. Agora mantenha-o fora. Ele jamais esteve lá dentro.”

Se você continua batalhando com o ganso e a garrafa, não há meio de resolver. É a percepção de que: “Isso deve significar uma outra coisa; caso contrário, o mestre não poderia dar isso para mim…E o que isso pode ser?” – porque toda função entre mestre e discípulo, o negócio todo, é sobre mente e consciência.

A consciência é o ganso, que não está na garrafa da mente. Mas vocês ficam acreditando que o ganso está na garrafa e ficam perguntando a todo mundo como tirá-lo. E há idiotas que vão ajudá-los com técnicas para tirá-lo fora. Eu chamo essa gente de idiotas, porque eles não compreenderam a coisa, absolutamente.

O ganso está fora, jamais esteve dentro, sendo assim, a questão de tirá-lo não existe.

A mente é simplesmente um processo de pensamento passando na sua frente, sobre a tela do cérebro. Você é um observador. Mas você começa a ficar identificado com as coisas bonitas – estas são as tentações. E uma vez que você é apanhado pelas coisas bonitas, você também é apanhado pelas coisas horrorosas, porque a mente não pode existir sem a dualidade.

A consciência não pode existir com dualidade, e a mente não pode existir com a dualidade.

A consciência é não-dual, e a mente é dual.

Assim, simplesmente observe. Recue um pouco e observe. Crie uma distância entre você e a sua mente.

Quer seja bom, lindo, delicioso, algo que você gostaria de desfrutar bem de perto, que seja feio – permaneça tão distante quanto possível. Olha para aquilo exatamente do jeito que você olha um filme.

Por: shakyamuni

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