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O CORAÇÃO NA PSICOLOGIA DOS CHINESES. coracao-51789 - O coração figura o coração dos homens: em cima, o pericárdio aberto, no meio a víscera; embaixo uma indicação sumária da aorta. Aberto em cima, o coração é continuamente penetrado pelos influxos descendentes; ele comunica com o céu através dos Espíritos. No centro, ele é apenas um “vazio”, único “lugar” possível para os Espíritos. Soberano […] Full view

O coração figura o coração dos homens: em cima, o pericárdio aberto, no meio a víscera; embaixo uma indicação sumária da aorta. Aberto em cima, o coração é continuamente penetrado pelos influxos descendentes; ele comunica com o céu através dos Espíritos. No centro, ele é apenas um "vazio", único "lugar" possível para os Espíritos. Soberano do ser, pivô da vida, ele garante a unidade e a existência de uma pessoa. Comunicações se estabelecem através da parte inferior, em direção a outras instâncias orgânicas; assim o coração irradia sua influência e transmite suas ordens. O sangue é o portador, por excelência, destas mensagens. Soberano absoluto, o coração é também um dos Cinco zang, expressando o movimento próprio do fogo: chama que se eleva, liberação de um doce calor, que estimula a circulação infinita da vida, elevando-se das profundezas, desabrochando e preenchendo todo o espaço. Como Soberano, o coração é o mestre dos Cinco zang e do Seis fu, dos sentimentos, dos orifícios superiores. Como zang que expressa um dos Cinco aspectos do movimento vital, ele particulariza o Fogo, o brilho do amadurecimento do Verão, a exuberância yang do Sul. Ele conserva constantemente este duplo aspecto. A circulação do sangue, sob a autoridade do coração, traz regularmente e para todo lugar a dupla manutenção da vida: nutritiva e espiritual. Esta manutenção reconstitui a vitalidade mas também permite a sensibilidade, o vaivém das informações entre o íntimo e o exterior. A qualidade do sangue, da qual se encarregam sopros adequadamente proporcionados, verifica-se nos batimentos cardíacos repercutidos na rede de animação (são os pulsos), como também na tez do rosto. A língua, orifício do coração, distingue os sabores, mas exprime também os julgamentos, aquilo que aflorou à consciência dentro do coração, no cruzamento entre o que sobe do fundo da memória e o que é trazido pelos estímulos e informações externas. O ouvido, outro orifício do coração, marca a aptidão para o recolhimento, para a captação, como o olho manifesta o brilho dos Espíritos do lado de fora. O coração tem o cargo de Senhor e mestre, Dele procede o resplendor dos Espíritos... Quando o mestre espalha sua luz os inferiores estão em paz... Mas se o mestre não espalha sua luz, os Doze cargos estão em perigo. (SW 8).  O coração é o enraizamento da vida, as mudanças operadas pelos Espíritos. Seu brilho está no rosto, sua profusão, na rede de animação portadora do sangue. Ele é o taiyang no seio do yang, em livre comunicação como os sopros do verão. (SW 9). O quadrante meridional gera o calor; o calor gera o fogo; o fogo gera o amargo; o amargo gera o coração; o coração gera o sangue; o sangue gera o baço; o coração é mestre da língua...Entre as estruturas corporais, é a rede da animação... Entre os aspectos coloridos, é o vermelho; entre as notas musicais é o zhi; entre os sons, é o riso; entre os movimentos de reação a uma alteração, é a prostração. Entre as vontades é a alegria. (SW 5). Ele abre seu orifício no ouvido... Seu animal doméstico é o carneiro; seu cereal, o painço glutinoso... Seu cheiro, o queimado. (SW 4) Do livro Os Movimentos do Coração. Elisabeth Rochat de la Vallée e Claude Larre.

O CORAÇÃO NA PSICOLOGIA DOS CHINESES.

O coração figura o coração dos homens: em cima, o pericárdio aberto, no meio a víscera; embaixo uma indicação sumária da aorta.

Aberto em cima, o coração é continuamente penetrado pelos influxos descendentes; ele comunica com o céu através dos Espíritos.

No centro, ele é apenas um “vazio”, único “lugar” possível para os Espíritos. Soberano do ser, pivô da vida, ele garante a unidade e a existência de uma pessoa.

Comunicações se estabelecem através da parte inferior, em direção a outras instâncias orgânicas; assim o coração irradia sua influência e transmite suas ordens. O sangue é o portador, por excelência, destas mensagens.

Soberano absoluto, o coração é também um dos Cinco zang, expressando o movimento próprio do fogo: chama que se eleva, liberação de um doce calor, que estimula a circulação infinita da vida, elevando-se das profundezas, desabrochando e preenchendo todo o espaço.

Como Soberano, o coração é o mestre dos Cinco zang e do Seis fu, dos sentimentos, dos orifícios superiores. Como zang que expressa um dos Cinco aspectos do movimento vital, ele particulariza o Fogo, o brilho do amadurecimento do Verão, a exuberância yang do Sul. Ele conserva constantemente este duplo aspecto.

A circulação do sangue, sob a autoridade do coração, traz regularmente e para todo lugar a dupla manutenção da vida: nutritiva e espiritual. Esta manutenção reconstitui a vitalidade mas também permite a sensibilidade, o vaivém das informações entre o íntimo e o exterior. A qualidade do sangue, da qual se encarregam sopros adequadamente proporcionados, verifica-se nos batimentos cardíacos repercutidos na rede de animação (são os pulsos), como também na tez do rosto.

A língua, orifício do coração, distingue os sabores, mas exprime também os julgamentos, aquilo que aflorou à consciência dentro do coração, no cruzamento entre o que sobe do fundo da memória e o que é trazido pelos estímulos e informações externas.

O ouvido, outro orifício do coração, marca a aptidão para o recolhimento, para a captação, como o olho manifesta o brilho dos Espíritos do lado de fora.

O coração tem o cargo de Senhor e mestre,

Dele procede o resplendor dos Espíritos…

Quando o mestre espalha sua luz os inferiores estão em paz…

Mas se o mestre não espalha sua luz, os Doze cargos estão em perigo. (SW 8). 

O coração é o enraizamento da vida, as mudanças operadas pelos Espíritos. Seu brilho está no rosto, sua profusão, na rede de animação portadora do sangue. Ele é o taiyang no seio do yang, em livre comunicação como os sopros do verão. (SW 9).

O quadrante meridional gera o calor; o calor gera o fogo; o fogo gera o amargo; o amargo gera o coração; o coração gera o sangue; o sangue gera o baço; o coração é mestre da língua…Entre as estruturas corporais, é a rede da animação… Entre os aspectos coloridos, é o vermelho; entre as notas musicais é o zhi; entre os sons, é o riso; entre os movimentos de reação a uma alteração, é a prostração. Entre as vontades é a alegria. (SW 5).

Ele abre seu orifício no ouvido… Seu animal doméstico é o carneiro; seu cereal, o painço glutinoso… Seu cheiro, o queimado. (SW 4)

Do livro Os Movimentos do Coração. Elisabeth Rochat de la Vallée e Claude Larre.

Por: shakyamuni

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