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O ADICTO ESPIRITUAL E A DROGA DA SALVAÇÃO 1069373_643650032330727_1346122009_n - As religiões, seitas, grupos espirituais e todos os diretores de consciência – padre, lama, pastor, sheik, roshi, rabino, guia, professor, etc – se desenvolveram e evoluíram da incapacidade humana em unir sua percepção dividida, ou seja, delegamos nossa responsabilidade para gerentes, administradores, diretores, empresários da espiritualidade. A maior parte do homem, da sociedade e do […] Full view

As religiões, seitas, grupos espirituais e todos os diretores de consciência – padre, lama, pastor, sheik, roshi, rabino, guia, professor, etc – se desenvolveram e evoluíram da incapacidade humana em unir sua percepção dividida, ou seja, delegamos nossa responsabilidade para gerentes, administradores, diretores, empresários da espiritualidade. A maior parte do homem, da sociedade e do ecossistema é de natureza sistêmica e imperceptível para a consciência. Uma completa desconexão acentuada pela cultura e suas exigências fez do ser humano um indivíduo esquizofrênico. As religiões, seitas e grupos espirituais criaram um balcão de consultas e dependência emocional e psicológica para centenas de milhares de pessoas. Deveríamos resistir a tentação de delegar ao comitê empresarial da espiritualidade a nossa responsabilidade. Mas num acordo tácito a maioria das religiões e caminhos espirituais afirma que você é impotente para fazer o serviço que é seu. De antemão você acredita e se torna um adicto espiritual que usa o processo de unir sua percepção dividida, como uma droga que não abandona por medo de não se salvar. É tão medíocre a situação que todas as religiões, seitas e grupos espirituais inserem em algum lugar o medo, que se torna o vínculo da dependência do adicto espiritual. Medo do inferno, medo da morte, medo de não conseguir se corrigir, medo da sua mente, medo do que sente, medo do pecado... O sagrado tornou-se uma categoria inutilizada. Atente para não começar a confusão ! O sagrado não faz parte das religiões, mas do dilema da percepção dividida que não apreende a natureza sistêmica da realidade. O desejo e o esforço pessoal para lidar com o impossível, de ir além da linguagem e das restrições da cultura, resulta em uma experiência do que desconheço e por isso o sagrado. Essa é sempre uma experiência dionisíaca próxima de artistas, poetas, escritores, atores, bailarinos, pintores que se extraviam na loucura e beberam em fontes sagradas, que de buscadores espirituais apolíneos presos em uma ética restritiva e na dependência de um intermediário ou diretor de consciência. Nossa responsabilidade em unir a percepção dividida é um aventura que busca o sentido da liberdade para além de toda a linguagem, inclusive a religiosa.

Sergio Veleda

O ADICTO ESPIRITUAL E A DROGA DA SALVAÇÃO

As religiões, seitas, grupos espirituais e todos os diretores de consciência – padre, lama, pastor, sheik, roshi, rabino, guia, professor, etc – se desenvolveram e evoluíram da incapacidade humana em unir sua percepção dividida, ou seja, delegamos nossa responsabilidade para gerentes, administradores, diretores, empresários da espiritualidade.

A maior parte do homem, da sociedade e do ecossistema é de natureza sistêmica e imperceptível para a consciência. Uma completa desconexão acentuada pela cultura e suas exigências fez do ser humano um indivíduo esquizofrênico. As religiões, seitas e grupos espirituais criaram um balcão de consultas e dependência emocional e psicológica para centenas de milhares de pessoas. Deveríamos resistir a tentação de delegar ao comitê empresarial da espiritualidade a nossa responsabilidade. Mas num acordo tácito a maioria das religiões e caminhos espirituais afirma que você é impotente para fazer o serviço que é seu.

De antemão você acredita e se torna um adicto espiritual que usa o processo de unir sua percepção dividida, como uma droga que não abandona por medo de não se salvar. É tão medíocre a situação que todas as religiões, seitas e grupos espirituais inserem em algum lugar o medo, que se torna o vínculo da dependência do adicto espiritual. Medo do inferno, medo da morte, medo de não conseguir se corrigir, medo da sua mente, medo do que sente, medo do pecado…

O sagrado tornou-se uma categoria inutilizada. Atente para não começar a confusão ! O sagrado não faz parte das religiões, mas do dilema da percepção dividida que não apreende a natureza sistêmica da realidade. O desejo e o esforço pessoal para lidar com o impossível, de ir além da linguagem e das restrições da cultura, resulta em uma experiência do que desconheço e por isso o sagrado.

Essa é sempre uma experiência dionisíaca próxima de artistas, poetas, escritores, atores, bailarinos, pintores que se extraviam na loucura e beberam em fontes sagradas, que de buscadores espirituais apolíneos presos em uma ética restritiva e na dependência de um intermediário ou diretor de consciência.

Nossa responsabilidade em unir a percepção dividida é um aventura que busca o sentido da liberdade para além de toda a linguagem, inclusive a religiosa.

Sergio Veleda

Por: shakyamuni

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