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GROUNDING: FUNDAMENTO BÁSICO PARA O TANTRA raiz_web - O Tantra para o ocidente está centrado nos mesmos prícipios do trabalho reichiano. Para um contato vital com o prazer é preciso focar na experiência com ‘grounding’, respiração, carga e descarga de energia. Proporcionar ao corpo uma carga intensa de movimentos livres e espontâneos. Construindo a partir deste processo, uma personalidade forte e capaz de sustentar internamente o […] Full view

O Tantra para o ocidente está centrado nos mesmos prícipios do trabalho reichiano. Para um contato vital com o prazer é preciso focar na experiência com 'grounding', respiração, carga e descarga de energia. Proporcionar ao corpo uma carga intensa de movimentos livres e espontâneos. Construindo a partir deste processo, uma personalidade forte e capaz de sustentar internamente o prazer e refletir na qualidade dos relacionamentos, e na forma de pensar e viver a sexualidade. Tantra é o trabalho que unifica, corpo mente e espírito. Para o condicionamento ocidental, uma nova visão do Tantra significa começar pelo trabalho corporal, visando especificamente aprofundar e liberar a respiração, devolver a gentileza e suavidade dos movimentos e formar as raízes que sustentam nosso centro emocional. Este é o conceito de 'grounding' no Tantra. É preciso estar bem ancorado em si mesmo antes de se relacionar com o outro. Grounding: Uma árvore só pode crescer se tiver raízes fortes, saudáveis e bem profundas no chão. O tamanho da copa corresponde ao tamanho das suas raízes. Dizemos que alguém está grounded quando está com "os pés no chão", em contato com a realidade, inserida em seu meio. O grounding dá o senso de segurança, eixo e centramento necessários para relacionamentos saudáveis. A criança obtém seu grounding por meio do corpo da mãe. O adulto precisa enraizar-se no seu próprio solo. É a única base sólida para um relacionamento saudável. Caso contrário, a pessoa vai continuar tentando usar as raízes de outros, "vivendo dependurado". Dizendo coisas do tipo: "Não vivo sem você". Grounding é fundamental no trabalho tântrico. Uma pessoa neste estado percebe que sua energia flui livremente, assim como sua respiração. Prazer: A essência da vida está no prazer e nunca na dor. Mas como podemos definir prazer? Reich definiu esse sentimento como a percepção de um movimento expansivo dentro do corpo. Para ele, o ato de buscar algo é a base da experiência de prazer e representa uma expansão de todo o organismo, um fluxo de sentimentos e energia até a periferia do corpo. Fechamento, retraimento, retenção não são experiências de prazer, podendo provocar dor ou ansiedade, que seriam o resultado de uma pressão criada pela energia de um impulso bloqueado. Se a musculatura contém o impulso, ocorre contração e dor; se a musculatura não dá conta de conter a excitação do impulso, ocorre ansiedade. O prazer é uma orientação biológica. Perante situações dolorosas, nós nos contraímos. Quando a situação contém uma promessa de prazer associada a uma ameaça de dor, sentimos ansiedade. O impulso é uma excitação prazerosa que nasce no íntimo, e se dirige para o mundo. Se encontra contração, a excitação se torna aflitiva, vira agitação motora, acelera a respiração e/ou o batimento cardíaco. Por exemplo, se o namorado não telefona. Você não consegue deixar de pensar nele, mas não se permite ligar para ele para não parecer interessada demais, e o desejo de falar com ele aumenta... Este dilema de sentir-se submetida a movimentos contraditórios é a causa da ansiedade latente na maioria dos distúrbios psíquicos. O único meio de evitar a ansiedade é suprimir o impulso, acabar com o desejo. Para suprimir o desejo, tem de ser suprimida a excitação. Quando a defesa é bem-sucedida a pessoa não sentirá ansiedade nem dor, mas ficará restringida para o prazer. Terá construído uma couraça para inibir o desejo de contato, a excitação ou o impulso e a ação. Com o tempo, essa couraça se torna crônica e inconsciente. A pessoa passa a viver de forma rígida, aprisionada física e emocionalmente na couraça que construiu para se proteger. O fluxo de prazer parte do coração em direção aos pontos de contato com o mundo: olhos, boca, pele, mãos, pés e genitália. O sentimento de alegria, que brota de dentro, só é experimentado quando há energia e vida na barriga, ou seja, na pelve, afirma Lowen. A prática do Tantra vai ajudar a integrar a compreensão da cabeça, o afeto do coração e a sexualidade do corpo. Fontes: Reich, Lowen, Wikipédia.

GROUNDING: FUNDAMENTO BÁSICO PARA O TANTRA

O Tantra para o ocidente está centrado nos mesmos prícipios do trabalho reichiano. Para um contato vital com o prazer é preciso focar na experiência com ‘grounding’, respiração, carga e descarga de energia. Proporcionar ao corpo uma carga intensa de movimentos livres e espontâneos. Construindo a partir deste processo, uma personalidade forte e capaz de sustentar internamente o prazer e refletir na qualidade dos relacionamentos, e na forma de pensar e viver a sexualidade.

Tantra é o trabalho que unifica, corpo mente e espírito.

Para o condicionamento ocidental, uma nova visão do Tantra significa começar pelo trabalho corporal, visando especificamente aprofundar e liberar a respiração, devolver a gentileza e suavidade dos movimentos e formar as raízes que sustentam nosso centro emocional. Este é o conceito de ‘grounding’ no Tantra. É preciso estar bem ancorado em si mesmo antes de se relacionar com o outro.

Grounding: Uma árvore só pode crescer se tiver raízes fortes, saudáveis e bem profundas no chão. O tamanho da copa corresponde ao tamanho das suas raízes. Dizemos que alguém está grounded quando está com “os pés no chão”, em contato com a realidade, inserida em seu meio. O grounding dá o senso de segurança, eixo e centramento necessários para relacionamentos saudáveis. A criança obtém seu grounding por meio do corpo da mãe. O adulto precisa enraizar-se no seu próprio solo. É a única base sólida para um relacionamento saudável. Caso contrário, a pessoa vai continuar tentando usar as raízes de outros, “vivendo dependurado”. Dizendo coisas do tipo: “Não vivo sem você”. Grounding é fundamental no trabalho tântrico. Uma pessoa neste estado percebe que sua energia flui livremente, assim como sua respiração.

Prazer: A essência da vida está no prazer e nunca na dor. Mas como podemos definir prazer? Reich definiu esse sentimento como a percepção de um movimento expansivo dentro do corpo. Para ele, o ato de buscar algo é a base da experiência de prazer e representa uma expansão de todo o organismo, um fluxo de sentimentos e energia até a periferia do corpo. Fechamento, retraimento, retenção não são experiências de prazer, podendo provocar dor ou ansiedade, que seriam o resultado de uma pressão criada pela energia de um impulso bloqueado. Se a musculatura contém o impulso, ocorre contração e dor; se a musculatura não dá conta de conter a excitação do impulso, ocorre ansiedade.

O prazer é uma orientação biológica. Perante situações dolorosas, nós nos contraímos. Quando a situação contém uma promessa de prazer associada a uma ameaça de dor, sentimos ansiedade. O impulso é uma excitação prazerosa que nasce no íntimo, e se dirige para o mundo. Se encontra contração, a excitação se torna aflitiva, vira agitação motora, acelera a respiração e/ou o batimento cardíaco. Por exemplo, se o namorado não telefona. Você não consegue deixar de pensar nele, mas não se permite ligar para ele para não parecer interessada demais, e o desejo de falar com ele aumenta… Este dilema de sentir-se submetida a movimentos contraditórios é a causa da ansiedade latente na maioria dos distúrbios psíquicos. O único meio de evitar a ansiedade é suprimir o impulso, acabar com o desejo. Para suprimir o desejo, tem de ser suprimida a excitação. Quando a defesa é bem-sucedida a pessoa não sentirá ansiedade nem dor, mas ficará restringida para o prazer. Terá construído uma couraça para inibir o desejo de contato, a excitação ou o impulso e a ação. Com o tempo, essa couraça se torna crônica e inconsciente. A pessoa passa a viver de forma rígida, aprisionada física e emocionalmente na couraça que construiu para se proteger.

O fluxo de prazer parte do coração em direção aos pontos de contato com o mundo: olhos, boca, pele, mãos, pés e genitália. O sentimento de alegria, que brota de dentro, só é experimentado quando há energia e vida na barriga, ou seja, na pelve, afirma Lowen. A prática do Tantra vai ajudar a integrar a compreensão da cabeça, o afeto do coração e a sexualidade do corpo.

Fontes: Reich, Lowen, Wikipédia.

Por: shakyamuni

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