Revista eletrônica de divulgação holística. Artigos, crônicas e parábolas de abordagens científicas e espirituais. Um portal de acesso para o autoconhecimento, a meditação e a consciência de viver com plenitude no aqui e no agora.
EXERCITANDO A ARTE DO DESPRAZER david_20 - Esse documento sobre a vida sexual na era vitoriana, é creditado a Ruth Smyther, esposa de um reverendo da Igreja Metodista Arcadiana. O texto data de 1894 e leva o sugestivo título de Instruções e Conselhos para a Jovem Noiva sobre a Conduta e Procedimentos da relação Íntima e Pessoal do casamento para a maior […] Full view

Esse documento sobre a vida sexual na era vitoriana, é creditado a Ruth Smyther, esposa de um reverendo da Igreja Metodista Arcadiana. O texto data de 1894 e leva o sugestivo título de Instruções e Conselhos para a Jovem Noiva sobre a Conduta e Procedimentos da relação Íntima e Pessoal do casamento para a maior Santidade deste abençoado Sacramento e a Glória de Deus. É ler e agradecer estar vivendo no século XXI... "Para a jovem mulher sensível, que teve o benefício de uma educação apropriada, o dia do casamento é, ironicamente, o mais feliz e o mais aterrorizante de sua vida. No lado positivo, está o casamento em si, no qual a noiva é a atração central de uma cerimônia bonita e estimulante, simbolizando seu triunfo em garantir um homem para prover suas necessidades para o resto de sua vida. No lado negativo, está a noite de núpcias, durante a qual a noiva deve aguentar o sofrimento encarnado pela primeira vez a terrível experiência do sexo. Neste ponto, querida leitora, deixe-me conceder-lhe uma verdade chocante. Algumas jovens imaginam a provação da noite de núpcias com curiosidade e prazer! Cuidado com tal atitude! Um marido egoísta e sensual pode facilmente se aproveitar deste tipo de noiva. Uma regra fundamental do casamento nunca deve ser esquecida: dê pouco, dê raramente e, acima de tudo, dê relutantemente. Se não, o que poderia ter sido um casamento apropriado pode vir a ser uma orgia de luxúrias sensuais. Por outro lado, o terror da noiva não precisa ser extremo. Mesmo o sexo sendo, na melhor das hipóteses, repulsivo e, na pior, uma experiência ímpia, dolorosa e humilhante, ele tem que ser suportado, e o tem sido por mulheres desde o início dos tempos, e recompensado pela santidade de um lar monogâmico e pelas crianças produzidas por meio dele. Reduza a frequência É inútil, na maioria dos casos, para a noiva, tentar persuadir o noivo a renunciar à iniciação sexual. Enquanto o marido ideal seria aquele que se aproximasse de sua noiva somente a seu chamado e somente com o propósito de procriação, tal nobreza e altruísmo não podem ser esperados do homem comum. A maioria dos homens, se não recusados, irão requisitar o sexo quase todo dia. A noiva sensata permitirá no máximo duas breves experiências sexuais por semana nos primeiros meses de casamento. Na medida em que o tempo passe, ela deve fazer todo o esforço para reduzir esta frequência. Doença, sono ou dor de cabeça fingidos estão entre os melhores amigos da esposa nessa questão. Discussões, resmungos, repreensões e disputas de palavras também provaram ser bem eficazes, se usadas no final da noite, cerca de uma hora antes de o marido iniciar sua sedução. Esposas espertas estão sempre alertas para novos e melhores métodos de negar e desencorajar as propostas amorosas do marido. Uma boa esposa deve esperar ter os contatos sexuais reduzidos a uma vez por semana no fim do primeiro ano do casamento e para uma vez ao mês, no fim do quinto. Limite o tipo de contato Pelo décimo aniversário, muitas esposas conseguiram completar sua função de procriar e atingem o alvo definitivo, da exterminação de todo contato sexual com o marido. Nessa época, ela pode apelar para o amor dele pelas crianças e para pressões sociais para segurar o marido em casa. Assim como deve estar sempre alerta em manter a quantidade de sexo a mais baixa possível, a noiva sensata prestará igual atenção em limitar o tipo e o grau do contato sexual. A maioria dos homens são pervertidos por natureza e se receberem a menor chance irão envolver-se em uma variedade de práticas revoltantes. Estas práticas incluem, entre outras, praticar o sexo normal em posições anormais, abocanhar o corpo feminino e oferecer seus próprios corpos vis para serem abocanhados. Nudez, conversar sobre sexo, ler histórias sobre sexo, ver fotografias e desenhos retratando ou sugerindo sexo são outros hábitos detestáveis que o homem está propenso a adquirir se lhe for permitido. Permaneça imóvel Uma esposa esperta vai ter como objetivo nunca permitir que seu marido veja seu corpo despido e nunca permiti-lo que exiba seu corpo despido a ela. O sexo, quando não pode ser evitado, deve ser feito somente na total escuridão. Muitas mulheres acharam útil ter grossas camisolas de algodão e pijamas para o marido. Eles devem ser vestidos em quartos separados e não precisam ser removidos durante o ato sexual. Assim, um mínimo de carne é exposta. Uma vez que a noiva tenha vestido sua camisola e apagado todas as luzes, ela deve deitar quietamente sobre a cama e esperar o noivo. Quando ele vier em direção ao quarto, ela não deve fazer nenhum som o guiando em sua direção, para que ele não tome isto como um sinal de encorajamento. Ela deve deixá-lo tatear no escuro. Existe sempre a esperança de que ele tropece e fique sujeito a um leve machucado que ela pode usar como desculpa para negar acesso sexual. Quando ele a encontrar, a esposa deve estar o mais imóvel possível. Movimentos corporais de sua parte podem ser interpretados como excitação sexual pelo marido otimista. Refreie o desejo dele Se ele tentar beijá-la nos lábios, ela deve virar levemente a cabeça para que o beijo caia sem perigo na bochecha. Se ele tentar beijar sua mão, ela deve cerrar o punho. Se ele levantar sua camisola e tentar beijá-la em qualquer outro lugar, ela deve rapidamente recolocar a camisola no lugar, sair da cama e anunciar que a natureza a chama ao toalete. Isto geralmente irá refrear seu desejo de beijar um território proibido. Se o marido tentar seduzi-la com conversas lascivas, a esposa sensata irá repentinamente lembrar-se de alguma questão trivial e não-sexual para perguntar a ele. Uma vez que ele responda, ela deve manter a conversa, não importa quão frívola possa parecer no momento. Eventualmente o marido aprenderá que se insistir em manter contato sexual, ele deverá fazê-lo sem adornos carinhosos. A esposa sensata permitirá que ele levante a camisola não mais do que na cintura, e só permitirá que ele abra a frente de seu pijama para, assim, fazer conexão. Aniquilação total Ela estará completamente silenciosa ou balbuciará sobre seus afazeres da casa enquanto ele estiver bufando e suspirando. Acima de tudo, permanecerá perfeitamente imóvel e nunca, sob qualquer circunstância, grunhirá ou gemerá enquanto o ato estiver em progresso. Tão logo o marido tenha finalizado o ato, a esposa sensata irá começar a importuná-lo sobre vários assuntos menores que deseje que ele execute no dia seguinte. Muitos homens obtém a maior parte de sua satisfação sexual da tranquila exaustão imediatamente depois do ato ter acabado. Desse modo, a esposa deve assegurar que não há paz para ele apreciar este período. De outra maneira, ele pode ser encorajado a logo buscar por mais. Um fator positivo pelo qual a esposa deve ser agradecida é o fato de que o lar, a escola, a igreja e o ambiente social do marido vêm trabalhando junto durante toda sua vida para incutir nele um profundo sentimento de culpa referente ao seu sentimento sexual, então ele chega ao divã do casamento se justificando e pleno de vergonha, já meio comedido e reprimido. A esposa sensata apodera-se desta vantagem e implacavelmente atinge o objetivo primeiro de limitar, depois aniquilar completamente o desejo de seu marido por expressão sexual."

EXERCITANDO A ARTE DO DESPRAZER

Esse documento sobre a vida sexual na era vitoriana, é creditado a Ruth Smyther, esposa de um reverendo da Igreja Metodista Arcadiana. O texto data de 1894 e leva o sugestivo título de Instruções e Conselhos para a Jovem Noiva sobre a Conduta e Procedimentos da relação Íntima e Pessoal do casamento para a maior Santidade deste abençoado Sacramento e a Glória de Deus. É ler e agradecer estar vivendo no século XXI…

“Para a jovem mulher sensível, que teve o benefício de uma educação apropriada, o dia do casamento é, ironicamente, o mais feliz e o mais aterrorizante de sua vida. No lado positivo, está o casamento em si, no qual a noiva é a atração central de uma cerimônia bonita e estimulante, simbolizando seu triunfo em garantir um homem para prover suas necessidades para o resto de sua vida. No lado negativo, está a noite de núpcias, durante a qual a noiva deve aguentar o sofrimento encarnado pela primeira vez a terrível experiência do sexo.

Neste ponto, querida leitora, deixe-me conceder-lhe uma verdade chocante. Algumas jovens imaginam a provação da noite de núpcias com curiosidade e prazer! Cuidado com tal atitude! Um marido egoísta e sensual pode facilmente se aproveitar deste tipo de noiva. Uma regra fundamental do casamento nunca deve ser esquecida: dê pouco, dê raramente e, acima de tudo, dê relutantemente. Se não, o que poderia ter sido um casamento apropriado pode vir a ser uma orgia de luxúrias sensuais.

Por outro lado, o terror da noiva não precisa ser extremo. Mesmo o sexo sendo, na melhor das hipóteses, repulsivo e, na pior, uma experiência ímpia, dolorosa e humilhante, ele tem que ser suportado, e o tem sido por mulheres desde o início dos tempos, e recompensado pela santidade de um lar monogâmico e pelas crianças produzidas por meio dele.

Reduza a frequência

É inútil, na maioria dos casos, para a noiva, tentar persuadir o noivo a renunciar à iniciação sexual. Enquanto o marido ideal seria aquele que se aproximasse de sua noiva somente a seu chamado e somente com o propósito de procriação, tal nobreza e altruísmo não podem ser esperados do homem comum.

A maioria dos homens, se não recusados, irão requisitar o sexo quase todo dia. A noiva sensata permitirá no máximo duas breves experiências sexuais por semana nos primeiros meses de casamento. Na medida em que o tempo passe, ela deve fazer todo o esforço para reduzir esta frequência.

Doença, sono ou dor de cabeça fingidos estão entre os melhores amigos da esposa nessa questão. Discussões, resmungos, repreensões e disputas de palavras também provaram ser bem eficazes, se usadas no final da noite, cerca de uma hora antes de o marido iniciar sua sedução.

Esposas espertas estão sempre alertas para novos e melhores métodos de negar e desencorajar as propostas amorosas do marido. Uma boa esposa deve esperar ter os contatos sexuais reduzidos a uma vez por semana no fim do primeiro ano do casamento e para uma vez ao mês, no fim do quinto.

Limite o tipo de contato

Pelo décimo aniversário, muitas esposas conseguiram completar sua função de procriar e atingem o alvo definitivo, da exterminação de todo contato sexual com o marido. Nessa época, ela pode apelar para o amor dele pelas crianças e para pressões sociais para segurar o marido em casa.

Assim como deve estar sempre alerta em manter a quantidade de sexo a mais baixa possível, a noiva sensata prestará igual atenção em limitar o tipo e o grau do contato sexual. A maioria dos homens são pervertidos por natureza e se receberem a menor chance irão envolver-se em uma variedade de práticas revoltantes. Estas práticas incluem, entre outras, praticar o sexo normal em posições anormais, abocanhar o corpo feminino e oferecer seus próprios corpos vis para serem abocanhados.

Nudez, conversar sobre sexo, ler histórias sobre sexo, ver fotografias e desenhos retratando ou sugerindo sexo são outros hábitos detestáveis que o homem está propenso a adquirir se lhe for permitido.

Permaneça imóvel

Uma esposa esperta vai ter como objetivo nunca permitir que seu marido veja seu corpo despido e nunca permiti-lo que exiba seu corpo despido a ela. O sexo, quando não pode ser evitado, deve ser feito somente na total escuridão. Muitas mulheres acharam útil ter grossas camisolas de algodão e pijamas para o marido. Eles devem ser vestidos em quartos separados e não precisam ser removidos durante o ato sexual. Assim, um mínimo de carne é exposta.

Uma vez que a noiva tenha vestido sua camisola e apagado todas as luzes, ela deve deitar quietamente sobre a cama e esperar o noivo. Quando ele vier em direção ao quarto, ela não deve fazer nenhum som o guiando em sua direção, para que ele não tome isto como um sinal de encorajamento. Ela deve deixá-lo tatear no escuro. Existe sempre a esperança de que ele tropece e fique sujeito a um leve machucado que ela pode usar como desculpa para negar acesso sexual.

Quando ele a encontrar, a esposa deve estar o mais imóvel possível. Movimentos corporais de sua parte podem ser interpretados como excitação sexual pelo marido otimista.

Refreie o desejo dele

Se ele tentar beijá-la nos lábios, ela deve virar levemente a cabeça para que o beijo caia sem perigo na bochecha. Se ele tentar beijar sua mão, ela deve cerrar o punho. Se ele levantar sua camisola e tentar beijá-la em qualquer outro lugar, ela deve rapidamente recolocar a camisola no lugar, sair da cama e anunciar que a natureza a chama ao toalete. Isto geralmente irá refrear seu desejo de beijar um território proibido.

Se o marido tentar seduzi-la com conversas lascivas, a esposa sensata irá repentinamente lembrar-se de alguma questão trivial e não-sexual para perguntar a ele. Uma vez que ele responda, ela deve manter a conversa, não importa quão frívola possa parecer no momento.

Eventualmente o marido aprenderá que se insistir em manter contato sexual, ele deverá fazê-lo sem adornos carinhosos. A esposa sensata permitirá que ele levante a camisola não mais do que na cintura, e só permitirá que ele abra a frente de seu pijama para, assim, fazer conexão.

Aniquilação total

Ela estará completamente silenciosa ou balbuciará sobre seus afazeres da casa enquanto ele estiver bufando e suspirando. Acima de tudo, permanecerá perfeitamente imóvel e nunca, sob qualquer circunstância, grunhirá ou gemerá enquanto o ato estiver em progresso.

Tão logo o marido tenha finalizado o ato, a esposa sensata irá começar a importuná-lo sobre vários assuntos menores que deseje que ele execute no dia seguinte. Muitos homens obtém a maior parte de sua satisfação sexual da tranquila exaustão imediatamente depois do ato ter acabado. Desse modo, a esposa deve assegurar que não há paz para ele apreciar este período. De outra maneira, ele pode ser encorajado a logo buscar por mais.

Um fator positivo pelo qual a esposa deve ser agradecida é o fato de que o lar, a escola, a igreja e o ambiente social do marido vêm trabalhando junto durante toda sua vida para incutir nele um profundo sentimento de culpa referente ao seu sentimento sexual, então ele chega ao divã do casamento se justificando e pleno de vergonha, já meio comedido e reprimido. A esposa sensata apodera-se desta vantagem e implacavelmente atinge o objetivo primeiro de limitar, depois aniquilar completamente o desejo de seu marido por expressão sexual.”

Por: shakyamuni

2 Comentários

Deixe um comentário