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ESFORÇO E DESEJO desejo - Poderias dizer mais sobre a separação do esforço e o desejo? Ah, Esforço e desejo andam juntos. O esforço baseia-se no desejo. Se não há desejo algum de alguma coisa, por que haverá esforço? Primeiro há uma rejeição do que é agora e uma esperança de qualquer outra coisa. Essa esperança cria um desejo. O […] Full view

Poderias dizer mais sobre a separação do esforço e o desejo? Ah, Esforço e desejo andam juntos. O esforço baseia-se no desejo. Se não há desejo algum de alguma coisa, por que haverá esforço? Primeiro há uma rejeição do que é agora e uma esperança de qualquer outra coisa. Essa esperança cria um desejo. O desejo se engancha na vontade. Então a vontade de realizar o desejo é utilizada pela personalidade. Vontade a serviço da personalidade é esforço. Não estou dizendo que os desejos sejam ruins e que não os deverias ter. Não há nenhum julgamento no que estou dizendo. Estou dizendo que a compreensão é o ponto de vista da realidade. O esforço sempre está baseado na rejeição, não é? O esforço sempre visa a chegar a algum lugar. No princípio utilizas o esforço, e está bem assim. Continuarás utilizando o esforço até que entendas, a um determinado ponto, que o esforço é um problema. Verás que não é uma questão de parares o esforço. Não podes parar o esforço e não podes parar o desejo. Se quiseres parar o esforço ou o desejo, o que hás de fazer? Estarás te envolvendo com o ponto de vista da personalidade. A única coisa que o podes fazer é entenderes o movimento do esforço. O que nós estamos fazendo aqui está ativando uma chama, uma chama que ama a verdade. Eu não estou interessado em te ensinar a rejeitares uma coisa ou aceitares qualquer outra coisa. Há uma possibilidade de uma certa percepção, um certo modo de viver que não está baseado em nada na personalidade – nem no desejo, no esforço, no conflito, na esperança, na busca, no passado, no futuro, ou qualquer coisa dessas – mas que é puramente um infundado interesse pela verdade. Esse interesse infundado pela verdade pode ser um bom alívio. Imagina nada para fazeres, nenhum lugar para ires, nada para alcançares. Imagina-te sentando alguma vez sem teres que chegar a lugar algum, nenhuma iluminação para alcançares, nada de que te livrares. Não é essa uma atitude despreocupada? É assim que nós éramos quando éramos crianças. Não pensávamos que tínhamos uma personalidade da qual precisássemos nos livrar. Não tínhamos nenhuma idéia de que havia algo como iluminação ou essência. Apenas fazíamos o que fazíamos e era só isso. Aquele é o estado natural, o estado de inocência. O que estou dizendo agora não se aplica só ao trabalho (de despertar); aplica-se a tudo, a todo desejo, a qualquer coisa, a qualquer parte de tua vida. Por exemplo, quando estás na cama com tua amada ou teu amado, se houver um esforço para teres prazer, não haverá nenhum prazer. Se houver um desejo de prazer, então isso por si só reduzirá o prazer. Há somente o que é, a qualquer segundo; não só quando estás fazendo o trabalho, mas quando estás dirigindo teu carro, fazendo uma venda, falando a teu amigo, defecando, comendo, indo dormir, lavando o rosto, escovando os dentes, batendo em alguém; sempre é a mesma coisa. Em algum ponto tudo isso se canaliza, se concentra e se enfoca no trabalho. Todo desejo, todos os esforços, toda esperança, toda busca se tornam um desejo, uma esperança, uma só busca, e esse é o trabalho. Almaas - Tradução de Swami Darshano

ESFORÇO E DESEJO

Poderias dizer mais sobre a separação do esforço e o desejo?

Ah, Esforço e desejo andam juntos. O esforço baseia-se no desejo. Se não há desejo algum de alguma coisa, por que haverá esforço? Primeiro há uma rejeição do que é agora e uma esperança de qualquer outra coisa. Essa esperança cria um desejo. O desejo se engancha na vontade. Então a vontade de realizar o desejo é utilizada pela personalidade.

Vontade a serviço da personalidade é esforço. Não estou dizendo que os desejos sejam ruins e que não os deverias ter. Não há nenhum julgamento no que estou dizendo. Estou dizendo que a compreensão é o ponto de vista da realidade. O esforço sempre está baseado na rejeição, não é? O esforço sempre visa a chegar a algum lugar.

No princípio utilizas o esforço, e está bem assim. Continuarás utilizando o esforço até que entendas, a um determinado ponto, que o esforço é um problema. Verás que não é uma questão de parares o esforço. Não podes parar o esforço e não podes parar o desejo. Se quiseres parar o esforço ou o desejo, o que hás de fazer? Estarás te envolvendo com o ponto de vista da personalidade. A única coisa que o podes fazer é entenderes o movimento do esforço. O que nós estamos fazendo aqui está ativando uma chama, uma chama que ama a verdade. Eu não estou interessado em te ensinar a rejeitares uma coisa ou aceitares qualquer outra coisa. Há uma possibilidade de uma certa percepção, um certo modo de viver que não está baseado em nada na personalidade – nem no desejo, no esforço, no conflito, na esperança, na busca, no passado, no futuro, ou qualquer coisa dessas – mas que é puramente um infundado interesse pela verdade.

Esse interesse infundado pela verdade pode ser um bom alívio. Imagina nada para fazeres, nenhum lugar para ires, nada para alcançares. Imagina-te sentando alguma vez sem teres que chegar a lugar algum, nenhuma iluminação para alcançares, nada de que te livrares. Não é essa uma atitude despreocupada? É assim que nós éramos quando éramos crianças. Não pensávamos que tínhamos uma personalidade da qual precisássemos nos livrar. Não tínhamos nenhuma idéia de que havia algo como iluminação ou essência. Apenas fazíamos o que fazíamos e era só isso. Aquele é o estado natural, o estado de inocência.

O que estou dizendo agora não se aplica só ao trabalho (de despertar); aplica-se a tudo, a todo desejo, a qualquer coisa, a qualquer parte de tua vida. Por exemplo, quando estás na cama com tua amada ou teu amado, se houver um esforço para teres prazer, não haverá nenhum prazer. Se houver um desejo de prazer, então isso por si só reduzirá o prazer. Há somente o que é, a qualquer segundo; não só quando estás fazendo o trabalho, mas quando estás dirigindo teu carro, fazendo uma venda, falando a teu amigo, defecando, comendo, indo dormir, lavando o rosto, escovando os dentes, batendo em alguém; sempre é a mesma coisa.

Em algum ponto tudo isso se canaliza, se concentra e se enfoca no trabalho. Todo desejo, todos os esforços, toda esperança, toda busca se tornam um desejo, uma esperança, uma só busca, e esse é o trabalho.

Almaas – Tradução de Swami Darshano

Por: shakyamuni

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