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E O CORPO PULSA timthumb - Americana, 60 anos, especializada em terapia neo-reichiana desde 71, Deva Aneesha faz parte daquele grande número de profissionais norte-americanos e europeus que, em meados dos anos setenta, foi atraído à Índia pelos métodos e palavras de um mestre na época conhecido pelo nome de Bhagwan Shree Rajneesh – Osho. Profundamente comprometidos com o desenvolvimento de […] Full view

Americana, 60 anos, especializada em terapia neo-reichiana desde 71, Deva Aneesha faz parte daquele grande número de profissionais norte-americanos e europeus que, em meados dos anos setenta, foi atraído à Índia pelos métodos e palavras de um mestre na época conhecido pelo nome de Bhagwan Shree Rajneesh – Osho. Profundamente comprometidos com o desenvolvimento de uma nova consciência e de um ser humano mais total e realizado, estes profissionais, de áreas tão diversas quanto a bioenergética, a psicosíntese, a gestalt, os grupos de encouter e o trabalho psicodélico, chegavam a Puna querendo conhecer, conforme relembra Aneesha “esse homem que na sua Meditação Dinâmica usava exercícios físicos tão próximos da bioenergética e que certamente devia conhecer a obra de Reich.” Aneesha, então, assinava Laura Dillon e era um nome destacado no cenário terapêutico da Costa Oeste norte-americana. Ligada ao Raddix Institute, de Charles Kelley – um dos discípulos diretos de Wilhelm Reich e que continuava a desenvolver pesquisas sobre a interação corpo-mente. Como tantos outros terapêutas, ela esperava enriquecer sua experiência pessoal e, talvez, profissional, durante sua passagem pela Índia. Como muitos deles viu sua vida dar uma reviravolta completa: tornou-se discípula de Osho e resolveu ficar próxima a ele. Desde então, integrou a seu trabalho terapêutico a imensa riqueza da abordagem meditativa oriental e desenvolveu a técnica hoje conhecida como Osho Pulsation. Residindo e trabalhando no Osho Resort de Puna, Deva Aneesha concedeu esta entrevista ao jornalista Veet Vivarta sobre seu trabalho e sobre a visita que fará este ano ao Brasil, coordenando uma vivência e um treinamento básico (dedicado a profissionais e todas as pessoas interessadas em processo de autoconhecimento). V.V – O que é a Osho Pulsation, enquanto terapia? D. A – É o aprimoramento de toda a pesquisa sobre técnicas neo-reichianas que vim desenvolvendo ao longo dos últimos 40 anos: através de um profundo processo orgânico de trabalho sobre o corpo, a respiração e as emoções, é possível trazermos mais harmonia, equilíbrio e relaxamento a nosso ser, contactando também o espaço essencial, meditativo. E tudo isto se baseia no fato da pulsação ser característica básica dos seres vivos, ser um movimento biológico natural. Estejamos conscientes disto ou não, a pulsação é a principal atividade energética de nossos corpos. A consciência das pulsações corporais traz consciência de nossa conexão com a natureza e com as raízes de nossa existência. E isto é importante num tempo em que a relação vital do ser humano com a natureza vem sendo frequentemente esquecida ou ignorada. V.V – E como isto é vivenciado nos cursos? D. A – Durante as atividades eu procuro utilizar técnicas que enfatizam a pulsação do corpo: exercícios de contração e expansão, de voltar-se pra si mesmo e então encontrar-se com os outros, de carga e de descarga, de ritmo e movimento. E exercícios sobre a respiração também, que é uma pulsação fundamental – inspiração e expiração – do nosso organismo. Os exercícios incluem os olhos, boca, pescoço, ombros, tronco, pélvis e pernas. E à medida que movem processos inconscientes, vamos aprendendo a pulsar também com os sentimentos “negativos”, como raiva, medo e dor, o que nos permite experimentar mais intensamente o amor, a confiança, a alegria, o prazer. Ou seja, descobrimos que os sentimentos “negativos” e “positivos” estão ligados em pares, de forma que quando um está bloqueado o outro se encontra bloqueado na mesma proporção. Por exemplo: a pessoa bloqueada na sua capacidade de experimentar o medo, é também incapaz de confiar plenamente em alguém. E a capacidade de amar se desenvolve à partir da capacidade de expressar-se conscientemente a raiva. V. V – Este é um processo bastante intenso, então? D. A – Certamente é, pois visa limpar muito dos padrões de tensão físicos, emocionais e psicológicos, que tem suas raízes em condicionamentos da primeira infância. Então muitas situações primais acabam vindo à tona durante as sessões dos workshops – nós temos de duas a três destas sessões mais intensas por fim de semana. Mas, por outro lado, minha abordagem não é aquela de fixar-se nestes espaços, de dar ênfase a isto como um fim em si mesmo – as pessoas experimentam estes movimentos emocionais porque é parte da realidade delas, da contenção de sentimentos acumulada durante anos de vida em meio a uma cultura repressiva. Apoio, portanto, que esta carga seja liberada, o que leva a pessoa à cruzar, naturalmente, para sua realidade interna original, que é sempre vital e celebrativa. Meu enfoque, então, é no positivo, na libertação da energia, na expansão da individualidade.

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E O CORPO PULSA

Americana, 60 anos, especializada em terapia neo-reichiana desde 71, Deva Aneesha faz parte daquele grande número de profissionais norte-americanos e europeus que, em meados dos anos setenta, foi atraído à Índia pelos métodos e palavras de um mestre na época conhecido pelo nome de Bhagwan Shree Rajneesh – Osho.

Profundamente comprometidos com o desenvolvimento de uma nova consciência e de um ser humano mais total e realizado, estes profissionais, de áreas tão diversas quanto a bioenergética, a psicosíntese, a gestalt, os grupos de encouter e o trabalho psicodélico, chegavam a Puna querendo conhecer, conforme relembra Aneesha “esse homem que na sua Meditação Dinâmica usava exercícios físicos tão próximos da bioenergética e que certamente devia conhecer a obra de Reich.”

Aneesha, então, assinava Laura Dillon e era um nome destacado no cenário terapêutico da Costa Oeste norte-americana. Ligada ao Raddix Institute, de Charles Kelley – um dos discípulos diretos de Wilhelm Reich e que continuava a desenvolver pesquisas sobre a interação corpo-mente.

Como tantos outros terapêutas, ela esperava enriquecer sua experiência pessoal e, talvez, profissional, durante sua passagem pela Índia. Como muitos deles viu sua vida dar uma reviravolta completa: tornou-se discípula de Osho e resolveu ficar próxima a ele. Desde então, integrou a seu trabalho terapêutico a imensa riqueza da abordagem meditativa oriental e desenvolveu a técnica hoje conhecida como Osho Pulsation.

Residindo e trabalhando no Osho Resort de Puna, Deva Aneesha concedeu esta entrevista ao jornalista Veet Vivarta sobre seu trabalho e sobre a visita que fará este ano ao Brasil, coordenando uma vivência e um treinamento básico (dedicado a profissionais e todas as pessoas interessadas em processo de autoconhecimento).

V.V – O que é a Osho Pulsation, enquanto terapia?

D. A – É o aprimoramento de toda a pesquisa sobre técnicas neo-reichianas que vim desenvolvendo ao longo dos últimos 40 anos: através de um profundo processo orgânico de trabalho sobre o corpo, a respiração e as emoções, é possível trazermos mais harmonia, equilíbrio e relaxamento a nosso ser, contactando também o espaço essencial, meditativo. E tudo isto se baseia no fato da pulsação ser característica básica dos seres vivos, ser um movimento biológico natural. Estejamos conscientes disto ou não, a pulsação é a principal atividade energética de nossos corpos. A consciência das pulsações corporais traz consciência de nossa conexão com a natureza e com as raízes de nossa existência. E isto é importante num tempo em que a relação vital do ser humano com a natureza vem sendo frequentemente esquecida ou ignorada.

V.V – E como isto é vivenciado nos cursos?

D. A – Durante as atividades eu procuro utilizar técnicas que enfatizam a pulsação do corpo: exercícios de contração e expansão, de voltar-se pra si mesmo e então encontrar-se com os outros, de carga e de descarga, de ritmo e movimento. E exercícios sobre a respiração também, que é uma pulsação fundamental – inspiração e expiração – do nosso organismo. Os exercícios incluem os olhos, boca, pescoço, ombros, tronco, pélvis e pernas. E à medida que movem processos inconscientes, vamos aprendendo a pulsar também com os sentimentos “negativos”, como raiva, medo e dor, o que nos permite experimentar mais intensamente o amor, a confiança, a alegria, o prazer. Ou seja, descobrimos que os sentimentos “negativos” e “positivos” estão ligados em pares, de forma que quando um está bloqueado o outro se encontra bloqueado na mesma proporção. Por exemplo: a pessoa bloqueada na sua capacidade de experimentar o medo, é também incapaz de confiar plenamente em alguém. E a capacidade de amar se desenvolve à partir da capacidade de expressar-se conscientemente a raiva.

V. V – Este é um processo bastante intenso, então?

D. A – Certamente é, pois visa limpar muito dos padrões de tensão físicos, emocionais e psicológicos, que tem suas raízes em condicionamentos da primeira infância. Então muitas situações primais acabam vindo à tona durante as sessões dos workshops – nós temos de duas a três destas sessões mais intensas por fim de semana. Mas, por outro lado, minha abordagem não é aquela de fixar-se nestes espaços, de dar ênfase a isto como um fim em si mesmo – as pessoas experimentam estes movimentos emocionais porque é parte da realidade delas, da contenção de sentimentos acumulada durante anos de vida em meio a uma cultura repressiva. Apoio, portanto, que esta carga seja liberada, o que leva a pessoa à cruzar, naturalmente, para sua realidade interna original, que é sempre vital e celebrativa. Meu enfoque, então, é no positivo, na libertação da energia, na expansão da individualidade.

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Por: shakyamuni

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