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CONTA A HISTÓRIA QUE O IMPERADOR ORDENOU: EXAMINE O PULSO DA DONZELA gueixa pulsologia chinesa - La CitŽ interdite Man cheng jin dai huang jin jia 2007 Real : Zhang Yimou Gong Li COLLECTION CHRISTOPHEL Full view

A cultura oriental desenvolveu, ao longo de anos, uma metodologia única de abordagem da saúde, essa experiência secular é o resultado de uma associação bem sucedida de filosofia e fisiologia. Dentro desta perspectiva devemos dar um destaque especial para a Tradicional Medicina Chinesa, que desenvolveu um método de avaliação semiológica através de cinco exames básicos, são eles: a inspeção geral, a observação dos sons e ruídos, a observação dos odores produzidos, o interrogatório ou anamnese, onde são realizadas uma série de perguntas desde o tipo de alimento ingerido a como são os sonhos e, finalmente o exame da palpação. O principal objetivo é coletar o máximo de informações possíveis sobre sinais e sintomas, e dessa forma identificar a existência de Padrões de Desarmonia (Zhang).

A prática destes exames é meticulosa, e pode variar de acordo com a experiência do avaliador, certamente dentre todos os métodos, a tomada do pulso da artéria radial é o mais intrigante e difícil, considerado de extrema complexidade e que requer grande dose de dedicação e sensibilidade. Textos antigos como Huang Di Nei Jing (c. 100 a.C), Mai Jing (c. 280 dC) e Nan Jing (100 d.C) já falavam da arte de avaliar a Energia (Chi) e identificar o Perverso (Xie Chi), através da palpação dos pulsos.

Conta a história que a prática desse exame se aperfeiçoou em relação aos outros pelo fato de que nela, para o bom examinador bastava a tomada do pulso, não precisando inquirir ou observar o examinado, o que no período imperial da China antiga, era condição sine qua non para o exame das donzelas e das esposas do imperador. Ao todo são analisadas seis posições no pulso direito e outras seis no esquerdo, existem diversas abordagens, o que por vezes dificulta o aprendizado, mas todas são unânimes, o corpo e a condição orgânica, dentro do paradigma tradicional chinês, manifestam-se no pulso.

Longe das alegorias que a cultura chinesa possui, o exame da palpação e especificamente do pulso, é um momento único, pois representa antes de tudo o contato entre indivíduos com o mesmo propósito, que é restabelecimento do equilíbrio e da vitalidade existencial.

Ao avaliar o pulso, não se está só aferindo a pulsação, mas fazendo uma leitura físico-emocional ampla e de importante significado para o entendimento da condição orgânica do avaliado.

Os antigos chineses descreveram aproximadamente vinte e oito tipos de pulso diferentes, com uma infinidade de variações, que podem informar como se encontram as Energias vitais do corpo (Chi) e, conseqüentemente, sobre a condição de saúde.

Detalhando dessa forma, o estado geral do indivíduo, as possibilidades de melhora, prognóstico e se um determinado tratamento, da medicina tradicional chinesa, está
surtindo o efeito desejado. Tudo isso se torna possível porque o Sangue (Xue) e a Energia (Chi) ou vitalidade orgânica, mantém uma estreita relação de interdependência, possibilitando, através de uma acurada percepção e anos de prática, a identificação de
um Padrão de Desarmonia pela pulsação.

O exame do pulso é uma ferramenta valiosa nas mãos daqueles que a conseguem manusear, mas de forma alguma visa substituir ou negligenciar os sofisticados exames
existentes em nossa era. A compreensão deste exame exige um estudo profundo da
Tradicional Medicina Chinesa e da filosofia oriental, de tal sorte que se chegue o mais próximo possível aos conceitos milenares de saúde física, mental e espiritual.


Henrique Affonso O. Souza Neto

Acupunturista com aperfeiçoamento e formação na China: 

Turma de 1997 Chinese Academy of Sciences - Pequin.

Turma de 1999Pequin.

Turma de 2001 na Tianjin University of Traditional Chinese Medicine - Tianjin.

Professor de Cursos de Formação e Pós-graduação em Acupuntura desde 1997 na UDF Centro Universitário Brasília.

 

http://estaremsi.com.br/pulsologia-chinesa-curso-avancado-em-brasilia/

CONTA A HISTÓRIA QUE O IMPERADOR ORDENOU: EXAMINE O PULSO DA DONZELA

A cultura oriental desenvolveu, ao longo de anos, uma metodologia única de abordagem da saúde, essa experiência secular é o resultado de uma associação bem sucedida de filosofia e fisiologia. Dentro desta perspectiva devemos dar um destaque especial para a Tradicional Medicina Chinesa, que desenvolveu um método de avaliação semiológica através de cinco exames básicos, são eles: a inspeção geral, a observação dos sons e ruídos, a observação dos odores produzidos, o interrogatório ou anamnese, onde são realizadas uma série de perguntas desde o tipo de alimento ingerido a como são os sonhos e, finalmente o exame da palpação. O principal objetivo é coletar o máximo de informações possíveis sobre sinais e sintomas, e dessa forma identificar a existência de Padrões de Desarmonia (Zhang).

A prática destes exames é meticulosa, e pode variar de acordo com a experiência do avaliador, certamente dentre todos os métodos, a tomada do pulso da artéria radial é o mais intrigante e difícil, considerado de extrema complexidade e que requer grande dose de dedicação e sensibilidade. Textos antigos como Huang Di Nei Jing (c. 100 a.C), Mai Jing (c. 280 dC) e Nan Jing (100 d.C) já falavam da arte de avaliar a Energia (Chi) e identificar o Perverso (Xie Chi), através da palpação dos pulsos.

Conta a história que a prática desse exame se aperfeiçoou em relação aos outros pelo fato de que nela, para o bom examinador bastava a tomada do pulso, não precisando inquirir ou observar o examinado, o que no período imperial da China antiga, era condição sine qua non para o exame das donzelas e das esposas do imperador. Ao todo são analisadas seis posições no pulso direito e outras seis no esquerdo, existem diversas abordagens, o que por vezes dificulta o aprendizado, mas todas são unânimes, o corpo e a condição orgânica, dentro do paradigma tradicional chinês, manifestam-se no pulso.

Longe das alegorias que a cultura chinesa possui, o exame da palpação e especificamente do pulso, é um momento único, pois representa antes de tudo o contato entre indivíduos com o mesmo propósito, que é restabelecimento do equilíbrio e da vitalidade existencial.

Ao avaliar o pulso, não se está só aferindo a pulsação, mas fazendo uma leitura físico-emocional ampla e de importante significado para o entendimento da condição orgânica do avaliado.

Os antigos chineses descreveram aproximadamente vinte e oito tipos de pulso diferentes, com uma infinidade de variações, que podem informar como se encontram as Energias vitais do corpo (Chi) e, conseqüentemente, sobre a condição de saúde.

Detalhando dessa forma, o estado geral do indivíduo, as possibilidades de melhora, prognóstico e se um determinado tratamento, da medicina tradicional chinesa, está
surtindo o efeito desejado. Tudo isso se torna possível porque o Sangue (Xue) e a Energia (Chi) ou vitalidade orgânica, mantém uma estreita relação de interdependência, possibilitando, através de uma acurada percepção e anos de prática, a identificação de
um Padrão de Desarmonia pela pulsação.

O exame do pulso é uma ferramenta valiosa nas mãos daqueles que a conseguem manusear, mas de forma alguma visa substituir ou negligenciar os sofisticados exames
existentes em nossa era. A compreensão deste exame exige um estudo profundo da
Tradicional Medicina Chinesa e da filosofia oriental, de tal sorte que se chegue o mais próximo possível aos conceitos milenares de saúde física, mental e espiritual.

Henrique Affonso O. Souza Neto

Acupunturista com aperfeiçoamento e formação na China: 

Turma de 1997 Chinese Academy of Sciences – Pequin.

Turma de 1999Pequin.

Turma de 2001 na Tianjin University of Traditional Chinese Medicine – Tianjin.

Professor de Cursos de Formação e Pós-graduação em Acupuntura desde 1997 na UDF Centro Universitário Brasília.

 

PULSOLOGIA CHINESA – CURSO AVANÇADO EM BRASÍLIA

Por: shakyamuni

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